Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

A música da Rua Sésamo é um instrumento de tortura (mas olhem que é mesmo)

"Presos de Guantânamo forçados a ouvir AC/DC", pois é meus amigos, parece que lá para as bandas de Guantânamo se tortura pessoas ao som de AC/DC (e que tortura, ao pé disto a privação do sono e a simulação de afogamento são meninas do coro).

 Ao que parece, os militares norte-americanos obrigam os prisioneiros a ouvir música muito alto a fim de lhes arrancar algumas confissões nos interrogatórios, usando grandes êxitos de AC/DC, Metallica, Drowning Pool e espantem-se caros leitores, a música do genérico da Rua Sésamo. Sim, essa mesmo, a série do Popas, do Monstro das bolachas e dessa malta toda. Confesso que quando li isto fiquei atónito, sem perceber se isto é tortura ou é só parvoíce. Como é que esperam arrancar alguma coisa a alguém com o genérico da Rua Sésamo? Os AC/DC e Metallica compreende-se por causa do tipo de música, mas a Rua Sésamo catano!?

E como é que seria se isto se fizesse em Portugal? Era mais ou menos assim:

- Polícia: Então Cajó...cá estamos...então foste tu quem roubou a máquina dos sumos, meu malandro?

- Cajó: Não sei do que fala senhor agente...

- Polícia: Ai não? Ai o menino anda esquecido? E se eu te avivar a memória?

- Cajó: Ah, você não me pode fazer nada, se me bater apresento queixa contra si!

- Polícia: Ai é meu menino? E se eu te disser que tenho aqui uma coisa que te vai fazer confessar tudo num instante e sem te deixar uma nódoa negra? Hum?

- Cajó: Não...senhor agente...por favor...isso não...

- Polícia: Olha o meu dedinho já aqui no botãozinho do "Play" e o som no máximo, com o Bass ligado e tudo, ai Cajó que me apetece tanto carregar no "Play"...

- Cajó: Não senhor agente...a música do genérico da Rua Sésamo não...

- Polícia: Então? Essa coragem toda foi para onde? Olha! Parece-me que te fugiu pelas calças e em forma de liquido! Ah, não, espera, que isso é mesmo xixi. Agora já não estamos tão gabarolas, pois não menino Cajó? Foste tu ou não foste? Olha! O malandro do meu dedo a ganhar vida e a carregar no "Play"! Olha que linda que é a música Cajó!

-Cajó: Aahhhhhhhhh!!!! Nããaaooooooo!!!! Fui eu!!! fui eu!!!! Pare isso!!!!! Pare!!!! Pare!!!!

Já agora, aproveito para deixar uns conselhos aos militares americanos: é pá, se vocês querem torturar pessoas com música, recomendo-vos vivamente os seguintes artistas: Nelson Ned, Ágata, Tony Carreira, Ágata e Toy, MAS, caso queiram continuar a usar a música da Rua Sésamo nos vossos interrogatórios era capaz de ser melhor se levassem os prisioneiros em grupos ao musical da série, é que parecendo que não, poupavam muito tempo em interrogatórios...

 

Escrito por: João Cacelas às 13:54
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12 comentários:
De Lúcia a 11 de Dezembro de 2008 às 15:28
loool estão a apelar à criança que têm dentro deles só pode... para quê?!... Não sei lol


De João Cacelas a 11 de Dezembro de 2008 às 15:40
Nem eu :)
Se calhar nem os soldados sabem :)


De Peixe Frito a 11 de Dezembro de 2008 às 15:33
lolol A tortura deve-se aos arrepios de vergonha alheia com que os prisioneiros ficam lolol
Agora, eu sou fã dos Metallica, por isso, para mim não é tortura. Agora ouvir Ágata, Nélson Ned, Toy e afins, já é outra conversa.


De João Cacelas a 11 de Dezembro de 2008 às 15:40
Mas a parte dos Metallica até faz sentido. Não tanto pela qualidade ou falta de qualidade da música, mas porque música metal assim bem, mas bem alto durante muito tempo deve massacrar mesmo os presos de Guantânamo, que por si só já são massacrados por estarem presos nas parcas condições em que se encontram.


De Peixe Frito a 11 de Dezembro de 2008 às 16:08
Poderá ser debilitante para alguém que não está habituado a ouvir, ou claro, que se encontre num estado mais frágil.
Eu passo a vida a ouvir, e bem altito, até quando vou para o trabalho, na volta para casa, quando estou a fazer-me de fada do lar, e não me incomoda minimamente, mas claro, gosto e estou habituada :D


De João Cacelas a 11 de Dezembro de 2008 às 16:59
Lá está a diferença. :D
Eu passei grande parte da minha infância a ouvir Metallica (por influências de um primo meu) e não me custou nada :)
Mas claro que se estivesse lá, sob forte pressão era mais complicado. Até porque eles devem estar dias a ouvir a mesma música bem alto, o que deve custar.


De guiga a 11 de Dezembro de 2008 às 16:12
Por isso eu nunca gostei de ver a Rua Sésamo! looool
Bem me parecia que aquilo não era normal!
*.*


De João Cacelas a 11 de Dezembro de 2008 às 16:56
Ao que parece em Guantânamo também não deve ser muita apreciada :)


De Inês a 11 de Dezembro de 2008 às 17:04
Nem sei como não se lembraram de torturar os prisioneiros com imagens da Heidi e do Marco a brincar na pradaria! Ah esperem isso era mesmo tortura. eheh
Mas secalhar o dueto do Tony com a "PoPoPoPoPoPota" já era qualquer coisa! ;P


De João Cacelas a 11 de Dezembro de 2008 às 19:41
Penso estar em condições de poder afirmar que o dueto entre o Tony Carreira e a Popota não resultaria como técnica de "arrancar" informação aos prisioneiros na medida em que o sofrimento dos prisioneiros seria tanto que os levaria à morte (quase) súbita.


De Inês a 12 de Dezembro de 2008 às 09:45
Exacto... e mesmo por isso, por ser de tal forma letal, o medo dos prisioneiros faria com que falassem antes mesmo de a ouvirem.
Enfim, se analisarmos bem o nosso país está cheio de instrumentos de tortura. Começando no Tony e na Popota, passando por Élvio Santiago(só o nome...)e acabando em Toy, sem esquecer Ágata. Nem sei como as nossas autoridades não tiveram semelhante ideia... ah ok... não pensam muito! ;P


De João Cacelas a 12 de Dezembro de 2008 às 10:04
Pois, lá isso é verdade :)
Pode ser que agora com a hipotética transferência de prisioneiros de Guantânamo para Portugal passem a fazer isso.


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