Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Novos pecados mortais

Olá! Então parece que aquele senhor que usa uma batina branca e um chapéuzinho muito fofinho (branquinho imaculado também, claro está) e que gosta muito de sapatos Prada (que não são nada baratos) resolveu "criar" mais uns novos pecados mortais, para que todos nós ardamos no Inferno, assim bem assadinhos.
E os novos pecados são:
- Pedofilia. Ok, tudo muito bem... mas só uma coisinha: a pedofilia não é aquela coisa em que só por acaso, volta e meia, vêm padres à baila? É, não é? Bem que me parecia...
- Poluição ambiental. Este é giro. Já não basta a malta da Quercus e da Green Peace , vêm também agora os malucos do Vaticano fazer de activistas do ambiente.
Será pecado mortal atirar uma beata de cigarro para o chão? Ou um papelinho? Se for, ui , ui , que o Inferno vai passar a ter mais gente em espera do que os Hospitais nacionais.
- Tráfico de droga. Sobre este novo pecado, não tenho nada de importante para dizer. Não é que nos outros vá dizer ou tenha dito algo de importante...
- Manipulação genética, nomeadamente com embriões. Ou seja, pode-se manipular geneticamente , mas se se tratar de manipular geneticamente, nomeadamente com embriões é um bocado para o chato porque é pecado, de maneiras que deixo aqui um recado aos cientistas: Cientistas! Manipulem tudo muito bem manipuladinho , geneticamente falando, claro está, mas cuidado! Não se metam com os embriões!! Que eles são tramados, são muito irritadiços os sacanas. Ah! E claro, é pecado mortal.
- O aborto. Com a quantidade de abortos que por aí anda, este é candidato ao número 1 do Top dos pecados mortais.
- A riqueza desmesurada, ou melhor, escandalosa. Mas não é a Igreja que é desmesuradamente rica? E não é o Papa que ostenta um fato desmesuradamente caro? E uns sapatos desmesuradamente caros, já para não mencionar o chapéu, que, para além de muito fofo e giro, é desmesuradamente caro. Coisas desmesuradas à parte, passemos para a cereja no topo do bolo...
- A pobreza extrema. Esta parte é a mais gira. Até parece que estou a ver a seguinte cena:
Na sala de espera para ir para o Céu ou para o Inferno, está um tipo que vivia na Serra Leoa, com apenas 1 Euro por dia. O "portas" que decide para onde vamos, vira-se para ele e diz: "Com que então o menino só vivia com 1 Euro por dia? E quer ir para o Paraíso? Você não tem vergonha de ser extremamente pobre?! Hum?! Vai mas é para o Inferno, que é para aprender a não ser tão pobre!! Pode ser que numa outra vida aprenda a lição! Mas ai de si que me apareça cá numa próxima ocasião desmesuradamente rico!! Porque aí vai para o Inferno na mesma!! Ouviu?!"
Posto isto, resta-me dizer ao senhor que realizou o filme "Seven- Os Sete Pecados Mortais", que tem que fazer um upgrade para o "Thirteen- Os Treze Pecados Mortais".
Acho que as cenas mais giras do filme serão quando o "serial-killer " esventrar à bruta o tipo que atirou um lenço de papel para o chão, em plena via pública. E claro está, quando for dar cabo do canastro ao sacana que é escandalosamente pobre...
Escrito por: João Cacelas às 15:00
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6 comentários:
De Indíviduo que deseja colocar um comentário, mas que como é envergonhado e tímido, prefere manter assim o anonimato... a 31 de Março de 2008 às 10:45
O pecado poluição ambiental deve ser visto, não como um pecado mas como uma questão de civismo e respeito pelos outros que nos rodeiam. Se todos pensarmos como o João, andamos na badalhoquice. Está na altura de evoluir.


De João Cacelas a 1 de Abril de 2008 às 11:45
Claro. Mas não me entendeu de todo, quando escrevi isso. Eu critiquei em relação ao facto de ser visto como um pecado mortal. Creio que a poluição ambiental deve ser vista como uma questão de civismo, de respeito, de educação. E repare:não é só pelos outros, mas sim por todo o Planeta, em relação ao respeito. Deve ser vista desta forma, e não como um pecado, entendeu agora?
Só para que o leitor ou leitora fique sabendo, eu não atiro papel nenhum para o chão, não deito lixo nenhum para o chão, prefiro andar quilómetros e quilómetros à procura de um caixote do lixo, do que a deitá-lo no chão.
Espero que agora tenha entendido o que quis dizer.
Ainda assim, obrigado pela sua opinião e espero que volte a ler isto, para que entenda que eu não vivo na badalhoquice e sou das pessoas que mais respeitam o ambiente, garantidamente, dai a minha indignação ao quererem colocar a poluição ambiental numa coisa que considero supérflua, tendo em conta os dias de hoje.
Se quer saber, nem melgas mato. Enquanto que os pseudo-ambientalistas destruídores de campos de milho o fazem.


De Indíviduo que deseja colocar um comentário, mas que como é envergonhado e tímido, prefere manter assim o anonimato... a 3 de Abril de 2008 às 10:49
Quero corrigir o que disse: o pecado poluição ambiental deve realmente ser considerado um dos maiores pecados mortais dadas as consequências gravíssimas da mesma.

Quanto à resposta que me deu, só tenho a dizer que o que disse "Será pecado mortal atirar uma beata de cigarro para o chão? Ou um papelinho? Se for, ui , ui , que o Inferno vai passar a ter mais gente em espera do que os Hospitais nacionais", dá certamente a entender, que de vez em quando lá atira um papelito para o chão. Mas ainda bem que é um mal entendido e para a próxima atenção ao que escreve, porque não dá para interpretar, de todo, o contrário.

Não concordo com muita coisa que a igreja defende, contudo, espero que estes fiéis, vejam a poluição ambiental como uma ameaça para uma viagem ao inferno, para que, ao menos, este grupo comece a entender os verdadeiros problemas do planeta e as consequências gravíssimas para todos nós. Por isso até nem é assim tão ridículo.

Madalena


De João Cacelas a 3 de Abril de 2008 às 11:51
Cara Madalena (não sei se será mesmo este o seu nome, mas é como se identifica), de facto não atiro mesmo lixo para o chão. Nem deixo que quem esteja comigo o faça, o que por vezes me deixa o rótulo de chato.
Talvez tenha razão. Em relação à interpretação.
Mas tem que compreender que sendo este um texto satírico, tenho que muitas vezes, enfatizar ou exagerar nas coisas que escrevo.
E foi o que fiz.
Mas desculpe que lhe diga, é ridículo. Enquanto pecado é do mais ridículo que pode haver. Você acha que os fiéis, só porque é pecado, vão deixar de atirar lixo para o chão?? Então se formos por aí, grande parte dos membros da administração do Millenium BCP, que são grandes católicos, vão dar todo o seu dinheiro para que não ardam no Inferno por serem desmesuradamente ricos.
Se acha isso, está a ser muito ingénua.
A poluição ambiental tem que ser resolvida por todos nós, em conjunto, mas principalmente pelos governos dos países. Esses sim, podem realmente resolver a questão. Ou tentar.
Agora acredite, que eu da minha parte, não deito lixo no chão. Você também parece que não. Óptimo, já somos dois.
Passe bem e tenha um bom dia.


De Madalena a 3 de Abril de 2008 às 14:48
Tudo bem, leve lá a bicicleta, mas mantenho a minha opinião e acho que a comparação que fez nada tem a ver. Podiamos até estar aqui a enrolar e a dizer sempre as mesmas coisas mas também não vale a pena.

Só comentei a 1ª vez por ser defensora do ambiente e revoltar-me contra quem não quer saber (como me pareceu à primeira).

Quanto ao rótulo de chato por defender o ambiente devia ser um orgulho, como o é para mim.

Madalena (de facto)






De João Cacelas a 3 de Abril de 2008 às 15:15
Ok, Madalena.
Mas é como lhe disse.
E se tivesse lido outros textos (o que lhe peço que não faça, porque são parvos) teria entendido que eu recorro um pouco ao exagero, por vezes.
Obrigado pela opinião, que é válida. É a sua opinião.
E quem sou eu para dizer o oposto?
Mas de facto, não deito papéis no chão.
Uma vez mais obrigado e tenha um óptimo resto de dia e já agora, visto que deve ser a última vez que aqui vem ao estaminé, desejo-lhe também um bom fim-de-semana.


Acha este texto mais ou menos aceitável? Então comente!

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