Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Tony Carreira num hino aos ex-namorados obsessivos

Olá coisos. Bem sei que posso vir a sofrer um linchamento ou uma morte em "condições misteriosas" após a publicação deste post, mas não resisti a tecer um ou outro comentário de pertinência relativamente nula acerca duma cantiga do grande Tony Carreira que ouvi recentemente, cujo título é "Se me vais deixar". Antes de começar com os comentários em questão, há que realçar que esta deve ser a única canção do vasto repertório de Tony Carreira (e não só), em que o cantor não se considera um vagabundo. Regra geral, Tony Carreira é sempre vagabundo de qualquer coisa nas suas cantigas.
Esta bela canção de amor começa com um "se me vais deixar, leva-me contigo". Pois, ó Tony...não quero ser aquele tipo que te estraga os sonhos mas tenho que te alertar para um ligeiro pormenor: se ela te vai deixar é porque se calhar não te quer levar com ela, nem no pensamento e muito menos no peito (és pouco malandro és...vê lá se dizes no coração, em vez de no peito). 
Tony continua, cantando: "Pra quando precisares de mim, sentires-me aí tão perto, como aquele que sempre vai estar quando a vida te fizer chorar. Teu irmão, companheiro e amigo que pra ti terá sempre um sorriso". Um sorriso e se calhar mais alguma coisa, não é meu menino? Tu és rato, Tony...esperas que ela esteja fragilizada e toda choramingas e aproveitando-se do seu estado de carência, pumba! Atacas como um leão, com a velhinha cantiga do ombro amigo que não passa de uma mera desculpa para a enfiares na cama! Mas como o menino usa camisas de seda roxas, passa por sensível (ou por alguém com muito mau gosto a vestir) aos olhos da amiga, que quando der por ela já viu muito mais que o ombro e o sorriso do Tony. Reparem que podia ter comentado o fraco português e as rimas postas a martelo, mas isso fica para outra altura. 
Depois de mais um bocadinho de "canção do bandido", Tony volta à carga, pedindo à sua amada que caso o deixe, o leve com ela. Psst, Tony, escuta: isto já começa a raiar a obsessão, não? Se a rapariga te quer deixar, deixa-a ir, pá! Olha que essa história de amante obsessivo nunca acaba bem, rapaz. Volta e meia, com aquele pensamento do "se não és minha, não és de mais ninguém", arrebentas com a garota à mocada e depois quem é que te vai tirar as manchas de sangue das tuas camisas de seda? Olha que as nódoas de sangue não saem assim às três pancadas, Tony! E a "5-à-sec" leva uma nota preta para te limpar isso! 
Para terminar, Tony continua com mais do mesmo, dizendo à sua antiga namorada que o leve com ele e etc. e coiso. A jovem que, devido à forte insistência (e teimosia) do Tony em não querer que ela parta sem ele, foi forçada a pedir em tribunal uma providência cautelar impedindo que o Tony se aproxime dela num raio de 500 km.
Apesar da jovem já não querer saber do Tony para nada, ele insiste com um "mas se um dia tu quiseres viver sem a minha amizade sequer, vou-me embora(...)". Com uma ordem de prisão em cima de ti, caso te aproximes dela, o melhor que tens a fazer é mesmo ir embora. Se não tivesses sido teimoso se calhar ainda eram amigos. Ora, toma lá que é para aprenderes a não ser teimoso.
Escrito por: João Cacelas às 14:19
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Vem devagar emigrante (texto não recomendável a ninguém)

Olá fanecas. Vós sabeis que este indivíduo que vos escreve gosta de analisar as grandes músicas produzidas pelas estrelas mais cintilantes do nosso panorama musical. Já o fiz com a grande Ronalda (aqui) e mais recentemente com o não menos grande André Sardet (aqui), mas nenhuma destas músicas se compara ao que hoje se vai passar. A música que vos apresento chama-se "Vem devagar emigrante" e é uma espécie de segundo hino nacional, uma homenagem sentida que o seu intérprete, Graciano Saga - autor de êxitos como "A melhor avó do mundo", "Deus protega o meu país", "Emigrante, só por ti" e "P'ro ano se Deus quiser" ou ainda "Porque choras criancinha?" - faz a todos os emigrantes portugueses que todos os anos fazem milhares de quilómetros para chegarem ao seu "rico Portugal".

A letra desta bela cantiga começa com um conselho muito sábio que o nosso Graciano dá a todos os emigrantes que viajam de carro para Portugal, alertando-os para virem devagar, atirando de seguida com uma frase do povo, que é sábio e nunca se engana: "mais vale um minuto na vida, do que a vida num minuto". Não satisfeito com a coisa, achando que este sábio conselho possa ser insuficiente, Graciano Saga começa a relatar o drama cruel de um imigrante infeliz que na estrada encontrou a morte e canta assim: "Passou-se no mês de Agosto este drama tão cruel de um imigrante infeliz. Foi tanta a pouca sorte, na estrada encontrou a morte". Atentem no engenho de Graciano Saga que, de forma a arranjar uma palavra que rimasse com morte, troca "azar" por "pouca sorte". Mas ó Graciano, tu sabes que quinar rima com azar, certo? Ora vê lá se assim não fica melhor: "foi tanto o azar que na estrada acabou por quinar". E sendo nós o país das Quinas até calha bem, não? Mais à frente, o nosso artista revela-nos a causa do acidente, desta forma tão linda e singela: "vinha a grande velocidade, foi o sono que lhe deu, o controlo ele perdeu desse carro de maldade". Então ó Graciano, o gajo vem com sono, não pára para esticar as pernas nem para descansar e a culpa é do carro?! Note-se uma vez mais o engenho de Saga, no que a rimas diz respeito. No entanto, este rima é descabida visto que todos sabemos que os carros dos emigrantes da Alemanha (como é o caso) são daqueles Mercedes tipo chaimite e aquilo não quebra assim às primeiras, ó Graciano. Vai mas é pôr as culpas noutro. Mas, continuando, como nas cantigas de Graciano Saga uma desgraça nunca vem só, ficamos ainda a saber que o nosso emigrante vinha a Portugal ver o paizinho que estava doente numa cama de hospital e que só tinha uma coisa na ideia: "o seu paizinho beijar ao chegar a Portugal" sendo que ao saber do acidente do filho, o paizinho "que tanto sofria, nunca mais o filho via, fechou os olhos morreu". Com esta cartada de última hora, Graciano eleva o drama desta cantiga para algo nunca antes visto. No entanto, achando que duas mortes é pouco para apenas uma canção, Graciano Saga dispara: "ele não vinha sozinho, trazia também consigo sua mulher e filhinho. Sem dar conta de nada e naquela madrugada morrem os três no caminho". Outro aspecto interessante neste "Vem devagar emigrante" é o facto de Graciano Saga incluir o teletransporte na sua canção, senão vejamos: primeiro, o artista diz "seu destino acabou por ser fatal numa estrada em Espanha" e pouco depois atira: "Mas tudo foi de repente, partiu de Benavente, o drama aconteceu". É pá, ó Graciano, tens que me dar umas aulas de Geografia...então, o destino dele é fatal em Espanha e de repente já está em Benavente? Das duas uma: ou ele teletransportou-se ou vinha a 1000 km/h e se foi esse o caso é muito bem feito que tenha tido um acidente porque conduzir a essas velocidades é um acto muito irresponsável. Ou então Graciano Saga não conhecia nenhuma terra em Espanha que rimasse com "de repente", também é uma hipótese...mas, para quem pensa que o drama acaba aqui, desengane-se porque há mais, pois o nosso emigrante num "camião foi bater e deu-se o choque frontal". E é o facto de nunca sabermos o que se passou com o camionista que torna esta canção ainda mais dramática e inquietante. Terá morrido? Teria deixado uma mãezinha doente no hospital, cujo último desejo era ser beijada pelo filho? Nunca saberemos...

É por esta canção ( e por outras) que Graciano Saga é considerado por muitos como o cantor da desgraça (a meu ver, só me parece um tipo preocupado) e é talvez, o único cantor do mundo que tem na sua página de internet anúncios publicitários relativos a funerárias e (ou) a produtos de tratamento capilar. Aqui fica o link para a sua página (não oficial), que contém algumas letras deste a e outro para a música "Vem devagar emigrante" no Youtube. Graciano Saga, o homem que passou ao lado de uma grande carreira como coveiro.

Escrito por: João Cacelas às 12:11
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Domingo, 8 de Março de 2009

Funerais low-cost: falecer nunca foi tão barato!

Olá coisinhos! E esse fim de semana? Foi gostoso?

Depois do sucesso das companhias aéreas low cost eis que chega até nós o conceito de funerais low cost. Sim, leram bem: funerais low cost.

E será que também farão aquelas promoções malucas como nas companhias aéreas? Do tipo: "de 20 de Março a 20 de Abril o seu funeral tem 50% de desconto em todos os serviços e ainda lhe oferecemos uma coroa de flores absolutamente gratuita!!" ou então: "Aproveite para falecer com a sua cara-metade no Verão pois temos para si uma mega promoção de enterre 2 e pague 1!! Faleça já antes que esgote!! Promoção válida até ao final do Verão" ou ainda: "Falecer nunca foi tão barato! Com a Agência EasyFuneral desfrute de todos os serviços de um funeral normal a metade do preço! E sem quaisquer burocracias e taxas que isso só aborrece! E para aborrecimento já basta o seu falecimento!!".

Em suma, é um conceito muito semelhante ao das companhias aéreas só que em vez de um bilhete de ida e volta só compramos o de ida e claro que nunca podemos pedir opiniões a amigos sobre qual a melhor companhia low cost existente no mercado.

Escrito por: João Cacelas às 21:07
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Humor de pigmentação acentuada, vulgo humor negro (não aconselhável a pessoas sensíveis)

Como diria o grande Bruno Aleixo, olhem aqui esta que eu inventei agora: 

Sabem qual é a vantagem que os manetas têm em ser manetas?

É que quando compram roupa, compram sempre camisolas sem mangas, o que parecendo que não, sai muito mais barato, poupando assim muito dinheiro.

Escrito por: João Cacelas às 09:22
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Humor de pigmentação bastante acentuada, vulgo humor negro* (não aconselhável a almas sensíveis)

Maria das Dores, a socialite que foi condenada por ter mandado matar o seu marido, declarou há uns dias numa revista cujo nome não me recordo, que não iria "morrer de braços cruzados".

Pois não, cara Maria, morrer de braços cruzados nunca morrerá, visto que só tem um (braço), logo, não os pode cruzar.

 

*Eu avisei que era bastante negro, o sacana.

Escrito por: João Cacelas às 19:44
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Domingo, 13 de Julho de 2008

"Death at a funeral"

Ontem, depois de brindar uns amigos com umas palhaçadas num Karaoke, ainda animada da noite deu-me para ver um filme. "Death at a funeral", uma comédia negra, hilariante. Gostei bastante. Mas, o mais giro é que durante todo o filme me pareceu estar a assistir a um papel que assentava que nem uma luva no nosso "querido" aspirante a primeiro desse grande partido (mesmo partido) PPD/PSD. Não é que o actor principal, Daniel/ Matthew Macfadyen, é a cara chapada do Pedro Passos Coelho? Igualzinho...

Let's look at the trailer! :D (o trailer do filme não faz jus ao mesmo)

 

 

      

     


 

Escrito por: Regina às 18:32
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