Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Élvio Santiago, posso-te bloquear da minha Galáxia?

Recomenda-se ao caro leitor que, antes de ir pelo texto abaixo ouça esta maravilha.
A música que acaba de ouvir intitula-se "Vou-te bloquear do meu Hi5" e faz parte do mais recente álbum (homónimo) da "next big thing" da cena pimba/bimba nacional: Élvio Santiago. É possível que boa parte dos leitores não tenham conhecimento da obra deste artista ímpar, o que só vos fica bem. E, também não sou eu quem vos vai explicar visto que isso dava trabalho e a minha afeição por vocês não chega a tanto.
Após o sucesso do seu álbum de estreia, "Vou-te excluir do meu Orkut", Élvio volta a surpreender este mundo e o outro com a sua criatividade, graças a "Vou-te bloquear do meu Hi5", um álbum, onde uma vez mais, o jovem cantor aborda aspectos que têm sido muito pouco explorados no universo musical (vá-se lá saber por quê), como as ferramentas de interacção social, o software do Office, periféricos de informática e hardware.
Mas, não se pense que Élvio Santiago se fica pela inclusão de material informático em letras de amor, ou seja lá o que "Vou-te bloquear no meu Hi5" for. Ele vai mais longe, invertendo as leis da física, graças a isto: "empurraste-me para os teus braços". Desde que ouvi isto, tenho tentado empurrar várias pessoas para os meus braços e até agora, todas as minhas tentativas foram em vão. Já consegui contudo, puxar uma pessoa para longe de mim, o que me acalentou algumas esperanças de um dia conseguir chegar ao patamar de Élvio Santiago e desatar a empurrar gente para os meus braços, tal como cair para cima e deitar-me na vertical.
É de registar também o primeiro verso da cantiga: "as tuas mentiras, para mim eram verdades". Pois, ó Élvio, não digas a ninguém mas vou-te contar um segredo: é por isso que são mentiras mas só nós é que sabemos isso, ok?
Mas, como inverter as leis da física e arranjar uma forma parva de chamar mentirosa à sua ex-namorada são coisa pouca para Élvio, este sai-se com um: "tu juravas ser menina pura(...)mas quando eu te toquei me apercebi, que afinal não eras tão bem comportada". Além de inverter as leis da física, Élvio também consegue detectar se alguém é virgem ou não,através de um simples toque. E, qual garoto birrento que quer ser sempre "primeiros", Élvio fica danado com o facto de não ter uma namorada em "primeira-mão" e acaba tudo com ela, bloqueando-a no seu Hi5.
Daqui só se pode retirar a seguinte ilação: se querem ser amigos do Élvio no Hi5, têm que ser virgens. Olhem que ele descobre pelo toque se são ou não, e se não forem virgens, fica tão magoado que é menino para vos puxar para bem longe dele.
Deixemos a música para nos concentrarmos apenas no artista. Há quem diga que Élvio Santiago é o futuro Tony Carreira, mas eu cá considero-o mais como uma espécie de Nel Monteiro, em versão 2.0. O nome foleiro, a forma de vestir, a cor do cabelo, aquela mistura de "bardajão" com tipo extremamente católico (atentem nas fotos de Élvio, a cuequinha à mostra, mostrando o seu ar "bardajão", lado-a-lado com um bonito "Virgem Santa Maria" ou ainda no vídeo, na foto do meio, o colar de Élvio, que é mistura de um terço com uma folha de cannabis), têm tudo a ver com Nel Monteiro.
Sim, tudo bem, o Élvio não diz "biquini" de uma maneira tão engraçada como o Nel Monteiro, mas compensa-o com a sua forma extremamente peculiar de dizer "MSN" e "excluir". 
E assim termina este post sobre Élvio Santiago, um jovem que passou ao lado de uma grande carreira como vendedor na Worten.
Nota: o autor deste blogue esforçou-se ao máximo para não se rir a cada vez que tinha que escrever "Élvio Santiago" e garante também que nenhum animal foi maltratado durante a produção deste post, isto é, nenhum animal foi forçado a ouvir (exceptuando o autor) "Vou-te bloquear do meu Hi5".
Escrito por: João Cacelas às 17:44
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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Mickael Carreira e a duração mais ou menos coisa do amor

Reparei há pouco que O Hemiciclo fez no passado dia 17, dois anos de vida. Seguindo aquela moda muito maluca de comemorar os aniversários passado quase uma semana depois de se ter feito anos(para quando dá mais jeito à malta ficar bêbeda), vamos então celebrar o segundo aniversário do Hemiciclo, um lugar que anda há dois anos a tornar a blogosfera num sítio muito...pior.
E há lá melhor forma de celebrar do que com um post sobre Mickael Carreira? Haver até há, mas as mulheres nuas e os anões saíam um bocado caros, de maneira que se optou pelo Mickael. Sem mais demoras vamos ao que realmente interessa.
Nas próximas linhas, o caro leitor vai assistir a toda uma série de comentários que com a ajuda de Deus Nosso Senhor, hão-de ser muito giros. E mesmo que ele não queira, também vão ser. Isto era mais para nos lembramos de Deus, que Ele tem sido tão esquecido nas últimas semanas.
Seguindo a linha do seu pai (e dos outros tipos a quem o Tony "sacou" algumas músicas), Mickael Carreira apresenta-nos "Até o Mundo se acabar", uma canção bem romântica e com muita paixão à mistura.
A coisa até começa bem, com um "Tu és o Anjo dos meus sonhos/ a luz eterna dos meus olhos" e mais coisas do género. Tirando as rimas feitas a martelo, característica comum ao seu pai, Tony (e aos tipos a quem este "sacou" algumas músicas), até nem vai muito mal, até que Mickael diz à sua amada que ela é "Tudo o que eu quero até o mundo se acabar/ És tudo o que eu quero, para mim/Tudo o que eu quero, sem fim/Tudo o que eu quero até ao fim do verbo Amar". E é aqui que Mickael Carreira faz história, ao dar uma resposta concreta à velha questão do "até quando me irás amar?", definindo com toda a certeza a validade do amor que sente pela sua amada, que é nem mais, nem menos, que até ao fim da conjugação do verbo Amar, o que tendo em conta que existem 14 formas diferentes de conjugar este verbo, são mais ou menos 30 minutos de amor.
Note-se que há uma parte em que o jovem Mickael ainda atira um "és tudo o que eu quero até o mundo se acabar", mas, como isso ainda é coisa para demorar o seu tempo, lá se decide pelo fim do verbo Amar. O amor de Mickael Carreira pela sua amada também poderia durar até ao minuto 24 do terceiro episódio da quarta temporada da série "Serviço de Urgência" ou até meio da viagem Lisboa-Porto pela A1, mas por acaso dura até ao fim do verbo Amar. Calhou. 
Ao trocar o fim do verbo Amar pelo fim do mundo, Mickael mostra à sua amada que sim, senhor, gosta dela, mas só porque num futuro próximo não se avizinha nada de interessante. Uma coisa do género: "escuta lá, eu até te curto e tal, mas se no fim-de-semana que vem a TVI fizer uma maratona de Steven Seagal, troco-te pela maratona que é um instante e deixo logo de gostar de ti, ouviste? E quem diz o Steven Seagal, diz o Van Damme, que é outro que aprecio muito".
A maior parte das pessoas não sabe até quando o seu amor durará (excepto aquela parcela que acredita que o amor é como um fósforo: só dura enquanto há pau), mas Mickael Carreira - uma mente iluminada - tem a certeza que enquanto houver verbo Amar para conjugar, ele terá muito amor para dar.
E agora fico à espera de um dueto entre Mickael Carreira e André Sardet, onde juntos irão meditar sobre o aspecto espaço-temporal do amor e espetá-lo numa música, naquele que será um momento de rara beleza. Ou se calhar não. Mas que vai ser um momento, isso é certo. 
Escrito por: João Cacelas às 22:02
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Tony Carreira num hino aos ex-namorados obsessivos

Olá coisos. Bem sei que posso vir a sofrer um linchamento ou uma morte em "condições misteriosas" após a publicação deste post, mas não resisti a tecer um ou outro comentário de pertinência relativamente nula acerca duma cantiga do grande Tony Carreira que ouvi recentemente, cujo título é "Se me vais deixar". Antes de começar com os comentários em questão, há que realçar que esta deve ser a única canção do vasto repertório de Tony Carreira (e não só), em que o cantor não se considera um vagabundo. Regra geral, Tony Carreira é sempre vagabundo de qualquer coisa nas suas cantigas.
Esta bela canção de amor começa com um "se me vais deixar, leva-me contigo". Pois, ó Tony...não quero ser aquele tipo que te estraga os sonhos mas tenho que te alertar para um ligeiro pormenor: se ela te vai deixar é porque se calhar não te quer levar com ela, nem no pensamento e muito menos no peito (és pouco malandro és...vê lá se dizes no coração, em vez de no peito). 
Tony continua, cantando: "Pra quando precisares de mim, sentires-me aí tão perto, como aquele que sempre vai estar quando a vida te fizer chorar. Teu irmão, companheiro e amigo que pra ti terá sempre um sorriso". Um sorriso e se calhar mais alguma coisa, não é meu menino? Tu és rato, Tony...esperas que ela esteja fragilizada e toda choramingas e aproveitando-se do seu estado de carência, pumba! Atacas como um leão, com a velhinha cantiga do ombro amigo que não passa de uma mera desculpa para a enfiares na cama! Mas como o menino usa camisas de seda roxas, passa por sensível (ou por alguém com muito mau gosto a vestir) aos olhos da amiga, que quando der por ela já viu muito mais que o ombro e o sorriso do Tony. Reparem que podia ter comentado o fraco português e as rimas postas a martelo, mas isso fica para outra altura. 
Depois de mais um bocadinho de "canção do bandido", Tony volta à carga, pedindo à sua amada que caso o deixe, o leve com ela. Psst, Tony, escuta: isto já começa a raiar a obsessão, não? Se a rapariga te quer deixar, deixa-a ir, pá! Olha que essa história de amante obsessivo nunca acaba bem, rapaz. Volta e meia, com aquele pensamento do "se não és minha, não és de mais ninguém", arrebentas com a garota à mocada e depois quem é que te vai tirar as manchas de sangue das tuas camisas de seda? Olha que as nódoas de sangue não saem assim às três pancadas, Tony! E a "5-à-sec" leva uma nota preta para te limpar isso! 
Para terminar, Tony continua com mais do mesmo, dizendo à sua antiga namorada que o leve com ele e etc. e coiso. A jovem que, devido à forte insistência (e teimosia) do Tony em não querer que ela parta sem ele, foi forçada a pedir em tribunal uma providência cautelar impedindo que o Tony se aproxime dela num raio de 500 km.
Apesar da jovem já não querer saber do Tony para nada, ele insiste com um "mas se um dia tu quiseres viver sem a minha amizade sequer, vou-me embora(...)". Com uma ordem de prisão em cima de ti, caso te aproximes dela, o melhor que tens a fazer é mesmo ir embora. Se não tivesses sido teimoso se calhar ainda eram amigos. Ora, toma lá que é para aprenderes a não ser teimoso.
Escrito por: João Cacelas às 14:19
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Vem devagar emigrante (texto não recomendável a ninguém)

Olá fanecas. Vós sabeis que este indivíduo que vos escreve gosta de analisar as grandes músicas produzidas pelas estrelas mais cintilantes do nosso panorama musical. Já o fiz com a grande Ronalda (aqui) e mais recentemente com o não menos grande André Sardet (aqui), mas nenhuma destas músicas se compara ao que hoje se vai passar. A música que vos apresento chama-se "Vem devagar emigrante" e é uma espécie de segundo hino nacional, uma homenagem sentida que o seu intérprete, Graciano Saga - autor de êxitos como "A melhor avó do mundo", "Deus protega o meu país", "Emigrante, só por ti" e "P'ro ano se Deus quiser" ou ainda "Porque choras criancinha?" - faz a todos os emigrantes portugueses que todos os anos fazem milhares de quilómetros para chegarem ao seu "rico Portugal".

A letra desta bela cantiga começa com um conselho muito sábio que o nosso Graciano dá a todos os emigrantes que viajam de carro para Portugal, alertando-os para virem devagar, atirando de seguida com uma frase do povo, que é sábio e nunca se engana: "mais vale um minuto na vida, do que a vida num minuto". Não satisfeito com a coisa, achando que este sábio conselho possa ser insuficiente, Graciano Saga começa a relatar o drama cruel de um imigrante infeliz que na estrada encontrou a morte e canta assim: "Passou-se no mês de Agosto este drama tão cruel de um imigrante infeliz. Foi tanta a pouca sorte, na estrada encontrou a morte". Atentem no engenho de Graciano Saga que, de forma a arranjar uma palavra que rimasse com morte, troca "azar" por "pouca sorte". Mas ó Graciano, tu sabes que quinar rima com azar, certo? Ora vê lá se assim não fica melhor: "foi tanto o azar que na estrada acabou por quinar". E sendo nós o país das Quinas até calha bem, não? Mais à frente, o nosso artista revela-nos a causa do acidente, desta forma tão linda e singela: "vinha a grande velocidade, foi o sono que lhe deu, o controlo ele perdeu desse carro de maldade". Então ó Graciano, o gajo vem com sono, não pára para esticar as pernas nem para descansar e a culpa é do carro?! Note-se uma vez mais o engenho de Saga, no que a rimas diz respeito. No entanto, este rima é descabida visto que todos sabemos que os carros dos emigrantes da Alemanha (como é o caso) são daqueles Mercedes tipo chaimite e aquilo não quebra assim às primeiras, ó Graciano. Vai mas é pôr as culpas noutro. Mas, continuando, como nas cantigas de Graciano Saga uma desgraça nunca vem só, ficamos ainda a saber que o nosso emigrante vinha a Portugal ver o paizinho que estava doente numa cama de hospital e que só tinha uma coisa na ideia: "o seu paizinho beijar ao chegar a Portugal" sendo que ao saber do acidente do filho, o paizinho "que tanto sofria, nunca mais o filho via, fechou os olhos morreu". Com esta cartada de última hora, Graciano eleva o drama desta cantiga para algo nunca antes visto. No entanto, achando que duas mortes é pouco para apenas uma canção, Graciano Saga dispara: "ele não vinha sozinho, trazia também consigo sua mulher e filhinho. Sem dar conta de nada e naquela madrugada morrem os três no caminho". Outro aspecto interessante neste "Vem devagar emigrante" é o facto de Graciano Saga incluir o teletransporte na sua canção, senão vejamos: primeiro, o artista diz "seu destino acabou por ser fatal numa estrada em Espanha" e pouco depois atira: "Mas tudo foi de repente, partiu de Benavente, o drama aconteceu". É pá, ó Graciano, tens que me dar umas aulas de Geografia...então, o destino dele é fatal em Espanha e de repente já está em Benavente? Das duas uma: ou ele teletransportou-se ou vinha a 1000 km/h e se foi esse o caso é muito bem feito que tenha tido um acidente porque conduzir a essas velocidades é um acto muito irresponsável. Ou então Graciano Saga não conhecia nenhuma terra em Espanha que rimasse com "de repente", também é uma hipótese...mas, para quem pensa que o drama acaba aqui, desengane-se porque há mais, pois o nosso emigrante num "camião foi bater e deu-se o choque frontal". E é o facto de nunca sabermos o que se passou com o camionista que torna esta canção ainda mais dramática e inquietante. Terá morrido? Teria deixado uma mãezinha doente no hospital, cujo último desejo era ser beijada pelo filho? Nunca saberemos...

É por esta canção ( e por outras) que Graciano Saga é considerado por muitos como o cantor da desgraça (a meu ver, só me parece um tipo preocupado) e é talvez, o único cantor do mundo que tem na sua página de internet anúncios publicitários relativos a funerárias e (ou) a produtos de tratamento capilar. Aqui fica o link para a sua página (não oficial), que contém algumas letras deste a e outro para a música "Vem devagar emigrante" no Youtube. Graciano Saga, o homem que passou ao lado de uma grande carreira como coveiro.

Escrito por: João Cacelas às 12:11
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

André Sardet e uma nova tipologia de músicas de amor e ainda uma ode à língua portuguesa

Olá tsé-tsés, aproveitei que tenho o jantar ao lume para cá vir assassinar saudades e porque tenho umas coisinhas que me andam a fazer uma certa "espécie" no meu cucuruto. 

Uma delas, é a nova(?) música do André Sardet. Não sou fã do moço mas também não posso afirmar que o detesto (enquanto cantor, claro está), sou neutro, como a Suiça. A canção em questão intitula-se "adivinha o quanto gosto de ti" e até tem um começo promissor: o rapaz gosta de uma jovem, fala-se em flores, em bilhetinhos, pernas a tremer, enfim aquelas coisas típicas do amor e das dermatoses nas pernas. Até aqui, tudo parece correr sobre rodas e  André Sardet resolve passar para o "nível seguinte" e pergunta à sua amada se ela consegue adivinhar o quanto ele gosta dela. Querendo demonstrar que o amor que sente pela moça é estratosférico, Sardet dispara um bonito "gosto de ti desde aqui até à Lua; gosto de ti desde a Lua até aqui". É pá, ó André: o Cosmos é tão grande, praticamente infinito e tu dizes à moça que só gostas dela desde aqui até à Lua? Olha que nos tempos que correm isso é muito pouco, é para aí o equivalente a dizeres "gosto de ti desde aqui até à Brandoa", sendo que na Brandoa até há mais charme e beleza que na Lua. O que devias ter dito era: "gosto de ti desde aqui até aos confins da Via Láctea, até onde o Homem nunca chegará, até ao Infinito e ainda depois disso e daí até aqui para aí umas vinte vezes". Assim, estava bem rapaz. Percebia-se mesmo que gostas da moça a sério e que não a queres só para dar umas pinocadas. É que essa da Lua já não pega. Mas, prosseguindo com a cantiga, receoso de ter dado um passo maior que a perna ao afirmar que gosta da jovem desde aqui até à Lua, Sardet canta "gosto de ti, simplesmente porque gosto", assim como quem diz "vê lá ó minha, não penses que eu estou mesmo apanhado por ti, só gosto de ti porque sim, porque não tenho mais nada para fazer de momento e porque até tens uma prateleira muito bem aviada ". Esta simplificação extrema do que é o amor e do que é o acto de amar eleva a canção de amor para um nível completamente diferente. Aqui, não temos a história de amor dramática, o amor impossível, ardente. Temos o amor simplesmente porque sim. O amor porque coiso, desde aqui até à Lua, desde a Lua até aqui mas só porque coiso. No seu lugar (do amor) bem podia estar uma Morçela de Arganil que não se notava grande diferença. Não estamos na presença de um amor louco mas sim de um tipo de amor com muita cautela, à boa maneira portuguesa: "gosto de ti, sim senhor, mas vamos lá com calminha que também gosto muito de bacalhau com natas e não é por isso que vou andar para aí a fazer maluquices para ter o bacalhau com natas." 

Bom, posto isto já estou mesmo a ver qual vai ser o alinhamento do próximo cd do Sardet: "Vou fazer ó-ó simplesmente porque tenho sono"; "Gosto de ti do Dolce Vita Tejo até aqui"; "Falo porque simplesmente abro a boca"; "Gosto muito de ti e de esparguete à bolonhesa também" e ainda o mega hit: "Vivo porque simplesmente respiro". 

Para terminar, queria dar aos parabéns ao pessoal do Sapo por ter destacado esta semana (ou na passada) um blogue em que o malandro do "ch" é completamente exterminado para dar lugar ao "x". Axo muito bem que o Sapo ajude a divulgar a língua portuguesa, pois fax-me comixão ver alguns blogues com textos xeios de erros. Viva o Sapo, que defende o uso do "x", essa tradixão tão noxa, tão portuguexa. Xama-se a isto, manter a xama lusa axesa.

Peço desculpa a quem esperava alguma coisa de jeito. Até daqui a uns dias.

Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Escrevo aqui simplesmente porque pressiono as teclas
Escrito por: João Cacelas às 21:05
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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Patinhos

Eu acho muito giro esta coisa dos meninos irem para a caminha ao som da canção dos Patinhos (que acabou de passar agora na RTP2) mas se é para embalar os putos ao menos que o façam como deve ser pá. Senão vejamos: "todos os patinhos acabam de brincar, acabam de brincar. Os pijamas vão vestir e os dentes vão lavar...". Os dentes?! Mas os patos não têm dentes, catano. Acho muito bem que se incentive a pequenada a lavar os dentes, sim senhor, tudo bem, mas vejam lá se o fazem com animais que de facto tenham dentes, como os ursinhos, por exemplo. É que com isto dos patinhos a lavar os dentes a única coisa que os putos aprendem (e que é errada) é que os patos lavam os dentes e que se os lavam é porque os têm. E depois quem é que vai conseguir demovê-los dessa ideia? Hum?! Quem é que tem forças para lutar contra a mítica canção dos Patinhos? Em quem vão os petizes acreditar? Em nós ou nos Patinhos que os embalam na hora do ó-ó? Vejam lá isso pá. É que com ursinhos a coisa até tinha mais graça, acho.

Nota: Estiveram atentos à quantidade de sinónimos que usei para a palavra crianças? Até parecia uma reportagem do telejornal da TVI, naquelas em que usam 10 palavras diferentes na mesma peça para a mesma palavra no espaço recorde de 2 minutos. Confusos? É mais ou menos assim.

Escrito por: João Cacelas às 20:35
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Mais uma Whitney Houston a nascer

A cantora Rhianna que recentemente andou nas luzes da ribalta por ter sido espancada brutalmente pelo namorado, um rapaz que também canta (não me perguntem o quê, que eu não faço a mínima ideia) e que passado uma semana anunciou o casamento com o seu "amor" quer protagonizar o remake do filme " O Guarda-Costas", cujo original foi rodado em 1992 sabem por quem? Por Whitney Houston...

É impressão minha ou estamos aqui a começar a identificar um certo padrão? Teremos uma nova Whitney Houston a nascer?

E isso não é necessariamente bom...basta lembrar que tal como Rhianna, Whitney Houston amava muito o seu marido que também a "amava" muito, embora o demonstrasse através de carinhosos murros e pontapés, pedindo sempre desculpa no fim, com lindas declarações de amor. E daí às drogas, álcool e carreira em risco foi um tirinho.

E pronto, foi a primeira e última vez que se escreveu sobre Rhianna no Hemiciclo.

Escrito por: João Cacelas às 09:15
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Já ganhei o dia

Hoje li isto num blog: "A Britney Spears teve um acidente de aviação".  

Resolvi investigar e afinal era só um acidente de carro. Só se a parte da aviação estiver relacionada com o facto da moça ter ido "sempre a aviar" com o carro. Deve ter sido por isso. 

Escrito por: João Cacelas às 18:16
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Miguel Ângelo e o seu grande amigo, o urso branco de peluche

"O último disco dos Delfins já tem nome. "A Solidão do Sonhador e Outros Voos do Grande Urso Branco" sai no próximo dia 10 de Novembro, segundo garantia dada por Miguel Ângelo ao diário Correio da Manhã.

A escolha do título prende-se com a amizade estabelecida entre o vocalista da banda de Cascais e um urso de peluche branco que o tem acompanhado no último ano e meio e cuja presença é definida como "estranha"." in MusicaOnline.

O quê?! Acham a amizade entre o Miguel Ângelo com um urso de peluche branco estranha?! Estranho, estranho é deixarem os Delfins editar mais um disco. Isso sim, meus amigos, é que é estranho. Agora, o Miguel Ângelo ter como melhor amigo um urso de peluche branco...isso é só implicância! Que mania que as pessoas têm de implicar com os Delfins por tudo e por nada pá! Que não cantam nada, que a música deles não vale nada, está bem que é tudo verdade, mas deixem lá o rapaz ter um ursinho de peluche como melhor amigo pá! Ao menos assim, canta só para o urso e não nos chateia a nós. 

Agora a sério: Miguel pá, eu não sei muito bem que substâncias andas tu a tomar, mas olha que ter um urso branco de peluche como melhor amigo é um bocadinho para o estranho rapaz, então tu não sabes que os ursos brancos de peluche são muito traiçoeiros? Não tarda nada, está nas revistas a contar tudo sobre ti! Assim como assim, que tivesses escolhido um panda de peluche, que esses sempre são mais fiéis. E muito mais fofinhos. Depois não digas que eu não te avisei...

 

Nota: Mal posso esperar para ouvir a canção que o Miguel Ângelo dedicará ao seu grande amigo, o ursinho branco de peluche.

Escrito por: João Cacelas às 15:25
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Desculpa Pedro A.

Bom dia!

Depois de pequena ausência, venho a este estaminé, pedir publicamente desculpa ao Pedro Abrunhosa por nunca ter gostado dele. Apanhei cada seca a ouvi-lo (quando tinha que ser). Por incrível que pareça gosto da nova música dele. É caso para dizer : "Ó Pedro, não te estragues outra vez!"

 

 

Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Pontes entre nós
Escrito por: Regina às 10:12
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Tony Carreira

Tony Carreira, em declarações prestadas à revista "Tv Mais", não negou as acusações de plágio de que tem sido alvo nos últimos meses - "Essa situação (o plágio) só me diz respeito a mim e à Sociedade Portuguesa de Autores. Mas volto a referir que estou tranquilo"- mas confirmou que realmente tem um mau gosto do caraças no que toca a copiar músicas.

Escrito por: João Cacelas às 15:56
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O mau gosto de Tony Carreira

A SPA (não, não é daquelas coisas em que as pessoas gastam rios de dinheiro para que lhes ponham calhaus nas costas), Sociedade Portuguesa de Autores, tem recebido desde o mês de Junho inúmeras denúncias de plágio contra Tony Carreira. Um dos casos que mais tem dado que falar e onde, aparentemente houve mesmo plágio, é o tema "Depois de ti(mais nada)", assinado por Tony e Ricardo Landum (1999), que é demasiado "parecido" com "Después de Ti Qué?" do mexicano Christian Castro (1997).

Já tinha reparado que Tony Carreira era dono de um extremo mau gosto no que ás "suas" músicas, bem pirosas por sinal, diz respeito... mas agora, ao saber que ele copiou algumas dessas cantigas , só me vem mostrar que tem ainda mais mau gosto do que eu pensava.

É que ó Tony, se era para copiar, ao menos que copiasses por alguma música de jeito, agora por aquilo, com franqueza... 

Escrito por: João Cacelas às 12:53
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Uma espécie de análise a duas músicas(?) de Ronalda

Olá! Sabem quem é a Ronalda? A irmã do Ronaldo, que canta(mas não me encanta) e o catano. Para os que a conhecem óptimo, já sabem do que falo. Aos que não sabem quem é a moça e o que ela canta: abençoados sejam! Bom, adiante...andei por aqui a ler umas letras dela e tal e tenho a dizer que aquilo é que é poesia à séria! Sim senhor! Mete um tal de Pablo Neruda a um cantinho e até fazia o Alexandre O'Neill verter-se todinho pelas calças abaixo, se ele fosse vivo.

Após uma análise ligeiramente intensiva a duas letras dela em que apoia a Selecção Nacional (por ocasião do Mundial 2006 e do Euro 2008) acabei por chegar a todo um leque de conclusões... mas primeiro vamos ver as letras que foram alvo de estudo, há que ir com calminha que isto é coisa séria. Falo-vos das músicas "Portugal no Mundial" e de "Portugal no Europeu". Assim, de repente devem ter pensado "Mas os títulos são quase iguais!" É porque ainda não viram as letras, meus caros...mas sem mais demoras cá estão elas:

 

"Portugal no Mundial"

 A nossa hora chegou desta vez
 E já se sente o orgulho de ser ser português
 É uma onda que nos faz vibrar
 Quando as bandeiras que erguemos se agitam no ar!
 Mas vamos ganhar
 Portugal a nossa estrela vai brilhar
 E sei que vamos alcançar, a gloria neste mundial.
 Portugal ninguém consegue já parar
 Esta vontade de ganhar, nós vamos sonhar!
 Portugal
 E quando o hino no estádio soar
 As nossas vozes também vão lá estar, a cantar
 É uma onda que nos faz vibrar
 Quando as bandeiras que erguemos se agitam no ar,
 Mas vamos ganhar
 Portugal a nossa estrela vai brilhar
 E sei que vamos alcançar, a glória neste mundial.
 Portugal ninguém consegue já parar
 Esta vontade de ganhar, nós vamos sonhar!
 Portugal..Portugal... Portugal... Portugal...
Portugal a nossa estrela vai brilhar
 E sei que vamos alcançar, a glória neste mundial.
 Portugal ninguém consegue já parar
 Esta vontade de ganhar, nós vamos sonhar!
 Portugal.

 "Portugal no Europeu"

A letra é rigorosamente igual, sendo que a única coisa que muda é a palavra "Mundial", trocada por "Europeu", de maneiras que não há necessidade de vos torturar mais um bocadinho.

 Coisas a reter nestas duas "obras-primas" de Ronalda:

- Ronalda já sabe que caso a sua carreira como cantora não resulte, é melhor não se arriscar como vidente porque afinal, parece que tanto numa competição como noutra, Portugal não alcançou Glória nenhuma...para além da dona Glória das limpezas lá do hotel onde a selecção estagiou...

- A palavra Portugal aparece 11 vezes nas músicas, o que deve ser recorde do Guiness. Ó Ronalda, bastava dizeres uma vez a palavra Portugal que toda a gente percebia quem estavas a apoiar, ok?

- A avaliar pelos títulos muito originais de ambas as músicas e a sua (muito) fraca qualidade...Ronalda tem tanto jeito para a música como José Sócrates é engenheiro...

- Por fim, uma coincidência, a meu ver, muito perigosa: Ronalda apoiou Portugal no Mundial 2006 e no Euro 2008 e a selecção das Quinas alcançou dois grandes fracassos, ao contrário do Euro 2004 (Portugal finalista), em que Ronalda não abriu o bico. Tenho fortes razões para acreditar que o verdadeiro responsável pelos fracassos de Portugal nestas provas não foi o Ricardo, nem o Scolari mas sim a Ronalda, que com as suas músicas de "apoio", de tão más que são, qualquer ser humano ( e o Petit) ficam traumatizados e assustados.

Concluindo: Ronalda, se realmente queres apoiar a selecção nacional, por favor no próximo Mundial (em 2010) fica caladinha e não cantes nada para apoiar Portugal. Acredita que é o melhor apoio que lhes podes dar, ok?

sinto-me:
Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: As da Ronalda, que são tão lindas que me fazem chorar
Escrito por: João Cacelas às 15:25
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Mónica Sintra e o seu álbum "super-romântico"

Mónica Sintra vai regressar às lides musicais com um álbum em que aparece "super-romântica" (segundo ela). É pá, ó Mónica não tenho rigorosamente nada contra o romantismo e até penso que sou um rapazola romântico, mas se as tuas canções românticas já eram más...as super-românticas serão o quê? Péssimas?

Escrito por: João Cacelas às 12:33
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Sábado, 5 de Julho de 2008

Amy Winehouse

A Amy Winehouse só "controla" 70% dos seus pulmões...e o que é que isso lhe importa?! Desde que consiga (man)ter as narinas a 500% está tudo bem...

Escrito por: João Cacelas às 01:11
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