Sábado, 24 de Outubro de 2009

Mickael Carreira e a duração mais ou menos coisa do amor

Reparei há pouco que O Hemiciclo fez no passado dia 17, dois anos de vida. Seguindo aquela moda muito maluca de comemorar os aniversários passado quase uma semana depois de se ter feito anos(para quando dá mais jeito à malta ficar bêbeda), vamos então celebrar o segundo aniversário do Hemiciclo, um lugar que anda há dois anos a tornar a blogosfera num sítio muito...pior.
E há lá melhor forma de celebrar do que com um post sobre Mickael Carreira? Haver até há, mas as mulheres nuas e os anões saíam um bocado caros, de maneira que se optou pelo Mickael. Sem mais demoras vamos ao que realmente interessa.
Nas próximas linhas, o caro leitor vai assistir a toda uma série de comentários que com a ajuda de Deus Nosso Senhor, hão-de ser muito giros. E mesmo que ele não queira, também vão ser. Isto era mais para nos lembramos de Deus, que Ele tem sido tão esquecido nas últimas semanas.
Seguindo a linha do seu pai (e dos outros tipos a quem o Tony "sacou" algumas músicas), Mickael Carreira apresenta-nos "Até o Mundo se acabar", uma canção bem romântica e com muita paixão à mistura.
A coisa até começa bem, com um "Tu és o Anjo dos meus sonhos/ a luz eterna dos meus olhos" e mais coisas do género. Tirando as rimas feitas a martelo, característica comum ao seu pai, Tony (e aos tipos a quem este "sacou" algumas músicas), até nem vai muito mal, até que Mickael diz à sua amada que ela é "Tudo o que eu quero até o mundo se acabar/ És tudo o que eu quero, para mim/Tudo o que eu quero, sem fim/Tudo o que eu quero até ao fim do verbo Amar". E é aqui que Mickael Carreira faz história, ao dar uma resposta concreta à velha questão do "até quando me irás amar?", definindo com toda a certeza a validade do amor que sente pela sua amada, que é nem mais, nem menos, que até ao fim da conjugação do verbo Amar, o que tendo em conta que existem 14 formas diferentes de conjugar este verbo, são mais ou menos 30 minutos de amor.
Note-se que há uma parte em que o jovem Mickael ainda atira um "és tudo o que eu quero até o mundo se acabar", mas, como isso ainda é coisa para demorar o seu tempo, lá se decide pelo fim do verbo Amar. O amor de Mickael Carreira pela sua amada também poderia durar até ao minuto 24 do terceiro episódio da quarta temporada da série "Serviço de Urgência" ou até meio da viagem Lisboa-Porto pela A1, mas por acaso dura até ao fim do verbo Amar. Calhou. 
Ao trocar o fim do verbo Amar pelo fim do mundo, Mickael mostra à sua amada que sim, senhor, gosta dela, mas só porque num futuro próximo não se avizinha nada de interessante. Uma coisa do género: "escuta lá, eu até te curto e tal, mas se no fim-de-semana que vem a TVI fizer uma maratona de Steven Seagal, troco-te pela maratona que é um instante e deixo logo de gostar de ti, ouviste? E quem diz o Steven Seagal, diz o Van Damme, que é outro que aprecio muito".
A maior parte das pessoas não sabe até quando o seu amor durará (excepto aquela parcela que acredita que o amor é como um fósforo: só dura enquanto há pau), mas Mickael Carreira - uma mente iluminada - tem a certeza que enquanto houver verbo Amar para conjugar, ele terá muito amor para dar.
E agora fico à espera de um dueto entre Mickael Carreira e André Sardet, onde juntos irão meditar sobre o aspecto espaço-temporal do amor e espetá-lo numa música, naquele que será um momento de rara beleza. Ou se calhar não. Mas que vai ser um momento, isso é certo. 
Escrito por: João Cacelas às 22:02
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Tony Carreira num hino aos ex-namorados obsessivos

Olá coisos. Bem sei que posso vir a sofrer um linchamento ou uma morte em "condições misteriosas" após a publicação deste post, mas não resisti a tecer um ou outro comentário de pertinência relativamente nula acerca duma cantiga do grande Tony Carreira que ouvi recentemente, cujo título é "Se me vais deixar". Antes de começar com os comentários em questão, há que realçar que esta deve ser a única canção do vasto repertório de Tony Carreira (e não só), em que o cantor não se considera um vagabundo. Regra geral, Tony Carreira é sempre vagabundo de qualquer coisa nas suas cantigas.
Esta bela canção de amor começa com um "se me vais deixar, leva-me contigo". Pois, ó Tony...não quero ser aquele tipo que te estraga os sonhos mas tenho que te alertar para um ligeiro pormenor: se ela te vai deixar é porque se calhar não te quer levar com ela, nem no pensamento e muito menos no peito (és pouco malandro és...vê lá se dizes no coração, em vez de no peito). 
Tony continua, cantando: "Pra quando precisares de mim, sentires-me aí tão perto, como aquele que sempre vai estar quando a vida te fizer chorar. Teu irmão, companheiro e amigo que pra ti terá sempre um sorriso". Um sorriso e se calhar mais alguma coisa, não é meu menino? Tu és rato, Tony...esperas que ela esteja fragilizada e toda choramingas e aproveitando-se do seu estado de carência, pumba! Atacas como um leão, com a velhinha cantiga do ombro amigo que não passa de uma mera desculpa para a enfiares na cama! Mas como o menino usa camisas de seda roxas, passa por sensível (ou por alguém com muito mau gosto a vestir) aos olhos da amiga, que quando der por ela já viu muito mais que o ombro e o sorriso do Tony. Reparem que podia ter comentado o fraco português e as rimas postas a martelo, mas isso fica para outra altura. 
Depois de mais um bocadinho de "canção do bandido", Tony volta à carga, pedindo à sua amada que caso o deixe, o leve com ela. Psst, Tony, escuta: isto já começa a raiar a obsessão, não? Se a rapariga te quer deixar, deixa-a ir, pá! Olha que essa história de amante obsessivo nunca acaba bem, rapaz. Volta e meia, com aquele pensamento do "se não és minha, não és de mais ninguém", arrebentas com a garota à mocada e depois quem é que te vai tirar as manchas de sangue das tuas camisas de seda? Olha que as nódoas de sangue não saem assim às três pancadas, Tony! E a "5-à-sec" leva uma nota preta para te limpar isso! 
Para terminar, Tony continua com mais do mesmo, dizendo à sua antiga namorada que o leve com ele e etc. e coiso. A jovem que, devido à forte insistência (e teimosia) do Tony em não querer que ela parta sem ele, foi forçada a pedir em tribunal uma providência cautelar impedindo que o Tony se aproxime dela num raio de 500 km.
Apesar da jovem já não querer saber do Tony para nada, ele insiste com um "mas se um dia tu quiseres viver sem a minha amizade sequer, vou-me embora(...)". Com uma ordem de prisão em cima de ti, caso te aproximes dela, o melhor que tens a fazer é mesmo ir embora. Se não tivesses sido teimoso se calhar ainda eram amigos. Ora, toma lá que é para aprenderes a não ser teimoso.
Escrito por: João Cacelas às 14:19
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

O síndrome de Luís Freitas Lobo

Olá meus amigos, eu tentei. A sério que sim. Tentei tudo por tudo para esperar pelo fim do Barça-Chelsea e só então escrever este post, mas a verdade é que já não aguento ter que ouvir o Luís Freitas Lobo (comentador desportivo dono de um saco lexical que vai daqui até ao Japão) nem mais um minuto sem escrever estas linhas. E não se preocupem que não vou fazer troça da maneira peculiar que Freitas Lobo tem de falar, ou como ele diria, de fazer a abordagem ao vocábulo, através do processo da linguagem oral resultando assim numa série de conjuntos de sons, que bem organizados resultam naquilo a que se chamam de palavras, que por sua vez irão dar origem a frases, que caso tenham reciprocidade, transformar-se-ão em diálogos. Até porque já fiz isso há uns tempos. Foi aqui. Leiam que vale a pena. Se calhar não. Depende da perspectiva. Se estiverem de lado vale, agora de frente não é muito bonito de se ver. Já visto da Lua também é muito agradável.

O que me leva a escrever este post prende-se com o facto de eu estar para aqui a imaginar como será o grande Freitas Lobo na sua vida sexual. O que ele faz. E acima de tudo o que ele diz. E não, não estou a ser parvo, eu estava mesmo a pensar nisto, embora isso já seja ser parvo. E sim, eu disse que não ia fazer troça da sua forma de falar, mas e vocês ainda acreditam no Pai Natal? Mas, voltando ao que interessa: será que Freitas Lobo tem uma abordagem técnico-táctica equilibrada? Que faz transições suaves ou prefere o contra-ataque, apanhando a sua esposa desprevenida,  será que funciona como uma tábua rotativa, que vai rodando por todos os sectores do terreno? Possuí um sistema dinâmico ou mais estático?  E como serão os diálogos com a esposa ou namorada de Freitas Lobo? Eu cá acho que devem ser assim: "minha cara companheira, devo dizer que todos os espaços do seu corpo estão muito, mas muito bem preenchidos. A transição nádega-anca é perfeita e táctica e esteticamente irrepreensível, com uma tendência a fugir para o meio das costas. Ao nível do peito, quer a ala esquerda, quer a ala direita estão muito fortes e preenchem bem os espaços...os seus movimentos e transições defesa-ataque também estão muito fortes, especialmente ao nível da zona pélvica, onde demonstra ter uma grande cultura táctica. Em suma, é uma mulher e amante completa, de classe mundial." E é melhor ficar-me por aqui porque quero continuar a ter leitores aqui no Hemiciclo.

Desculpem lá este momento de estupidez e parvoíce absolutamente gratuitas e sem qualquer propósito.

Para terminar, e para que não digam que aqui não se fala de cultura e arte, recomendo vivamente a todos vós uma visita ao site oficial do Tony Carreira. Vão ver que vos vai ser bastante útil. A mim, já foi. Como estudante de Design Gráfico fiquei a saber como não se deve fazer um website e como não se deve fazer o lettering para esse mesmo website. Aquelas letras que mais parecem salpicos de sangue são um must. Passem por e vejam. 

Escrito por: João Cacelas às 21:08
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Ainda dizem que somos (portugueses) pouco civicos

Um homem foi esfaqueado até à morte por se ter recusado a largar o microfone e parar de cantar num bar de karaoke em Bornéu (um lugarejo algures na Ásia). 

Depois de ler isto e de reflectir um pouco, cheguei à conclusão que nós, portugueses, até temos algum civismo. "Porquê João?" Porquê?! Mas vocês ainda me perguntam porquê? Ora vejam lá o caso do Tony Carreira: o homem não pára de cantar e apesar do sofrimento que isso causa a muito boa gente (eu incluído) ainda ninguém lhe enfiou com um objecto cortante pelo bucho adentro, ou acima, dependendo do ângulo de ataque. 

Tenho a impressão que se o Tony vivesse no Bornéu já tinha sofrido o mesmo fado deste senhor do karaoke e há muito, muito tempo.

Escrito por: João Cacelas às 13:57
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Tony Carreira

Tony Carreira, em declarações prestadas à revista "Tv Mais", não negou as acusações de plágio de que tem sido alvo nos últimos meses - "Essa situação (o plágio) só me diz respeito a mim e à Sociedade Portuguesa de Autores. Mas volto a referir que estou tranquilo"- mas confirmou que realmente tem um mau gosto do caraças no que toca a copiar músicas.

Escrito por: João Cacelas às 15:56
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O mau gosto de Tony Carreira

A SPA (não, não é daquelas coisas em que as pessoas gastam rios de dinheiro para que lhes ponham calhaus nas costas), Sociedade Portuguesa de Autores, tem recebido desde o mês de Junho inúmeras denúncias de plágio contra Tony Carreira. Um dos casos que mais tem dado que falar e onde, aparentemente houve mesmo plágio, é o tema "Depois de ti(mais nada)", assinado por Tony e Ricardo Landum (1999), que é demasiado "parecido" com "Después de Ti Qué?" do mexicano Christian Castro (1997).

Já tinha reparado que Tony Carreira era dono de um extremo mau gosto no que ás "suas" músicas, bem pirosas por sinal, diz respeito... mas agora, ao saber que ele copiou algumas dessas cantigas , só me vem mostrar que tem ainda mais mau gosto do que eu pensava.

É que ó Tony, se era para copiar, ao menos que copiasses por alguma música de jeito, agora por aquilo, com franqueza... 

Escrito por: João Cacelas às 12:53
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Uma questão de motivação

Eu sou um tipo que se preocupa com o bem-estar dos outros e devo confessar que neste momento estou muito preocupado com os jogadores da Selecção Nacional, com eles e com o seu aparelho auditivo.

É que ouvir cantar o Tony Carreira, o seu filho Mickael, o Roberto Leal e o filho e ainda a Ronalda (irmã do Cristiano Ronaldo, para quem ainda não sabe), em concertos ditos de apoio à equipa das quinas (ainda por cima todos na mesma semana) é altamente prejudicial à saúde dos atletas (e do "minino"). E isto meus amigos, está cientificamente provado. Estudos em laboratórios estrangeiros atestam-no (referir estudos feitos por estrangeiros dá sempre credibilidade ao que quer que seja).

Sr. Scolari, não é por aí... se acha que assim está a motivar os seus atletas, está muito enganado... isso tem outro nome: TORTURA. E é sabido (também através de estudos estrangeiros) que a tortura não só é chata e aleija, como também causa um leve mal-estar e um bocadinho de comichão no céu-da-boca, o que pode, ou melhor, vai ser prejudicial para o rendimento dos jogadores no EURO 2008.

Com estes métodos de "motivação" não vamos lá, Felipão! O que é que se segue? Humm? Um strip-tease da Lili Caneças nos balneários, com direito a uma table-dance ao Ronaldo para ver se ele começa a marcar penalties? Aí é que o rapaz nunca vai sequer querer se aproximar da marca de penálti. Até imagino o que ele pensará: "Tu és capaz Cristiano! O guarda-redes nem a vai ver!" E eis que de repente... zás!! Vem-lhe a imagem da Lili Caneças em fio-dental, dançando no seu colo, ao ritmo do "Sex Bomb" do Tom Jones e é claro que fica paralisado, acabando por falhar o penálti. E mais: e o trauma que depois não ficará para sempre na cabeça do rapaz? Ninguém pensa nisso? Cambada de inconscientes é o que são!

Eu se fosse ao Seleccionador fazia assim:

"Pessoal, vou-vos fazer ouvir Tony Carreira e o filho, Roberto Leal e o filho e a Ronalda durante a fase de grupos do Euro. Mas, se passarmos aos quartos-de-final, tiramos a Ronalda e se chegarem às meias deixam de ouvir os outros. Entenderam? Agora, é com vocês! Se querem deixar de ouvir estas foleiradas têm que ganhar! Ah, e caso não passem da fase de grupos vão ser obrigados a ver um strip da Lili Caneças no balneário. A bola está do vosso lado, sabem o que têm a fazer."

Isto sim, seria bom para motivar os jogadores a ganhar os jogos. Aliás, com uma motivação destas, até o Ricardo agarrava na bola na sua área e atravessava o campo de um lado ao outro e marcava golo ao adversário. Pensa nisso, ó Scolari.

E já agora, assim a modos que quando puderem, passem pelo novo blog que criei: Cabinet de Curiosités. Tem um nome todo pomposo e tudo. Aqui fica o link:jcacelas.blogs.sapo.pt/.

Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Sex Bomb, Tom Jones
Escrito por: João Cacelas às 14:58
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