Domingo, 30 de Agosto de 2009

Biologia portuga: o Tubarão-Póia

Esta espécie rara, parente relativamente afastado da família dos tubarões, tem como habitat natural as águas cristalinas do Algarve. Não se pense no entanto que, tal como acontece com os tubarões em geral, o Tubarão-Póia só aprecie a água quente, pois também é um bicho que se possa encontrar em águas mais frias, embora prefira as quentes porque lá se está melhor.
O Tubarão-Póia é a prova provada que o portuga é amigo dos animais, pois sem ele esta espécie nunca poderia sobreviver nem prosperar como tem feito. Por isso, parem lá de dizer que o portuga não é amigo dos animais e tal e coiso porque se não fosse o portuga, espécies como o Tubarão-Póia, o Peixe Garrafa, o Garrafão Baleia ou o Balde-Marinho, nunca poderiam viver em paz e harmonia na natureza. Sem os portugas nas praias para alimentar o Tubarão-Póia esta espécie nunca poderia existir e quantos mais portugas estiverem nas praias, mais Tubarões-Póias "dão à costa", o que mostra uma certa relação "íntima" entre os portugas e os Tubarões-Póia, cujo porquê os biólogos ainda não conseguiram desvendar...
Tal como acontece com os chineses, as pessoas têm a mania de dizer que os Tubarões-Póia são todos iguais, mas isso é tão falso como a produção da Maya para a FHM, visto que há diferenças entre as várias subespécies do Tubarão-Póia: o seu tamanho, cor e forma podem variar consoante a alimentação. Por exemplo, um Tubarão-Póia que funcione à base de fibras terá uma coloração mais escura e será maior do que um que funcione à base de fritos. Também pode haver uma diferença ao nível da textura, de espécie para espécie, mas isso deixo para quem queira ter um frente-a-frente com esta temível criatura, descobrir.
Apesar de ser uma criatura muito temida (e com razão), não há até hoje registos de mortes causadas por ataques do Tubarão-Póia, quando muito houve alguns vómitos e uma ou outra pessoa engasgada, mas nada demasiado grave. No entanto, há que estar sempre alerta pois esta espécie é extremamente silenciosa e furtiva, podendo atacar quando menos se espera. Eu que o diga, que ia sendo atacado por um, não tivesse sido alertado por banhistas que tiveram a bondade de me livrar de um possível encontro imediato com o Tubarão-Póia, também conhecido como O Grande Cócó Castanho.
A fama do Tubarão-Póia tem vindo a crescer de tal maneira nos últimos tempos que até já chegou a Hollywood, onde Steven Spielberg se prepara para começar a rodar uma sequela do blockbuster "O Tubarão", baseada nesta espécie, cujas filmagens feitas no Algarve no próximo ano.
Escrito por: João Cacelas às 21:34
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

O último Verão deste ano?!

A Rádio Cidade, essa grande instituição que tanta cultura oferece aos nossos jovens adolescentes não pára de me surpreender: se dantes eram aquelas vozinhas irritantes e a música (ainda mais) irritante, agora também podemos ouvir a maravilhosa frase: "Aproveita  o último Verão deste ano!!".

Mas ó pessoal da Cidade FM, não há só um Verão por ano? Ou passaram a ser dois e ninguém me avisou?

Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Uma qualquer daquelas irritantes da Cidade Fm
Escrito por: João Cacelas às 12:00
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Ferrero Rocher

Olá! Quando chega o Verão o menino fino do Ferrero Rocher resolve sempre meter férias, para que não perca as suas qualidades que satisfazem o desejo de requinte às pessoas que o consomem.

Isto são tudo balelas. Primeiro, porque este chocolatito, a meu ver, não é assim tão bom e muito menos me satisfaz desejos de requinte. Mais facilmente satisfaço desejos deste género desfrutando de uma bela tablete de chocolate preto com 64% de cacau ou com uma telenovela da TVI (uma destas opções está falsa, qual será?). Isto é só mania. O Ferrero Rocher tem a mania que é bom, mas não passa de um chocolate remeloso cheio de borbulhas. Põe Clearasil e aproveita o sol a ver se isso passa e depois sim, ficas um chocolate como deve ser ó Ferrero Rocher!

Só espero é que o Ambrósio não leia isto, porque se não ainda vem atrás de mim para me encher de porrada e mesmo que seja porrada com requinte, aleija na mesma.

Escrito por: João Cacelas às 12:15
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Conversa de morte

Olá, tudo bem? Parece que finalmente é Verão e o catano (está bem que hoje o tempo está cinzentote, mas quente) e que o calor e o sol vieram para ficar, para enorme gáudio de miúdos e graúdos e das agências funerárias. "Das agências funerárias??", pensam vocês com ar de espanto. Mas fiquem sabendo meus meninos, e sei isto de fonte muito segura, que o Verão é, digamos, a "época alta" não só para as agências de viagens mas também para os amigos das funerárias, parece que morre muito mais gente nesta altura do ano e tal. Isto levou-me a pensar como é o dia-a-dia de uma agência funerária  quando o negócio anda na mó de baixo e suponho que deve ser mais ou menos isto:

-Agente funerário 1: "É pá! Olha que o negócio anda pelas horas da morte!"

-Agente funerário 2: "Pois anda...pois anda...e mortos nada, nicles. Isto anda mesmo morto..."

-Agente funerário 1: "Isto o que dava jeito era que houvesse para aí um surtozito de uma doença qualquer, um vírus tropical ou algo que o valha."

-Agente funerário 2: "Também não sejas assim! Está bem sim senhor que a malta precisa que morram pessoas, mas assim já é ser mauzinho..."

-Morto que está a ser preparado: "Pfffff..."

-Agente funerário 1: "Ei que pivete pá! Porque é que estes gajos mesmo depois de mortos ainda mandam gazes pá! Foge! Isto é mais mortal que gás sarin!! Mas olha, isto o que era bom era que já fosse Verão..."

-Agente funerário 2: "Pois é...para começar a falecer gente como crescem raminhos de salsa, assim tudo a cair que nem tordos, para avivar o negócio e pronto, o calor e a praia que também são agradáveis...e mais uns falecimentos..."

Dever ser mais ou menos isto, acho eu...

Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Stayin' Alive, Bee Gees
Escrito por: João Cacelas às 15:27
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Fogos florestais

Acabada a época futebolística em Portugal, está na altura dos portugueses se virarem e concentrarem para o espectáculo que realmente interessa: os fogos florestais.

O povo português é, como se sabe, um grande apreciador deste tipo de espectáculo. Primeiro, porque é grátis e o português adora coisas que sejam grátis.

-Então! Olha, estou-te a ligar para te convidar para a final do Campeonato Regional de Chinquilho da Beira Baixa! Queres ir ver?

-É pá...mas nós vivemos no Algarve, isso ainda é um bocado fora de mão...mas...é grátis?

-É.

-Então está bem. Vamos a isso.

É mais ou menos assim que funciona.

Em segundo lugar, o povo português é muito afecto a desgraças, acidentes e todo o tipo de coisas que possam meter gente ensanguentada, câmaras de televisão, casas a arder, entre outros mimos.

A época dos fogos florestais é que é uma competição a sério, tudo muito bem organizado... as matas estão bem sinalizadas e têm sempre aqueles placards onde se refere qual o seu risco de incêndio, o que é uma preciosa ajuda para os atletas em prova, vulgo incendiários, que assim sabem de imediato quais as matas onde se podem dar os incêndios mais espectaculares e quais as que não vale a pena andar a gastar bidons de gasolina, até porque está cara, que aquilo não incendeia de maneira nenhuma.

Este sim, é um espectáculo bonito. E ver a cara das pessoas que não tendo rigorosamente nada a ver com o que se passa, vão para as matas para ver os fogos ao vivo e a cores, emitindo grunhidos estranhos e dizendo: "isto está bonito, está". E está, pelo menos para eles parece estar. Outra coisa gira é que depressa se forma um painel de comentadores e opinadores que discutem quais as tácticas e esquemas utilizados pelo incendiário e avaliam a sua prestação. "Isto o que ele deve ter feito foi ter primeiros, encendiado os incaliptes, que ardem mai depressa, que é para despois arder tudo num estante. Bem pensado, sim senhores."*

Nisto dos fogos, só acho que há uma coisa que está mal... é aquela malta que anda por lá a atrapalhar as prestações dos atletas em competição e que, consequentemente perturba o visionamento do espectáculo aos espectadores. Aqueles tipos que dão pelo nome de...como é que é...ahh...ihhh...ehhh...aahhh**...bombeiros, é isso! Bombeiros! Esses sacripantos que só andam bem é a apagar os fogos, estragando assim o fim-de-semana a muitas famílias que andaram toda a semana ansiando por ir assistir a um fogo florestal. Isso não se faz, senhores bombeiros, vão antes tirar gatinhos de cima das árvores, pá!

Bom, posto isto, ou postado isto, resta-me dizer, como diria o outro: "Let the games begin!"

 


* Não pensem que isto são erros ortográficos. Trata-se sim da linguagem técnica e especializada usada pelos comentadores de fogos florestais.

** Em relação a isto, enfim, não há nada a dizer, só achei giro meter **, que era para vos fazer vir aqui abaixo ler isto.

 

Escrito por: João Cacelas às 11:01
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