Olá meus caros, tudo bem convosco? Tinham saudades da minha pessoa?
Parece que na semana passada, a grande Manuela Moura Guedes teve uma discussão acesa com o não menos grande Marinho e Pinto (bastonário da Ordem dos Advogados), em pleno Jornal Nacional de 6ª feira, brilhantemente apresentado por MMG. Houve troca de galhardetes entre ambas as partes, MMG acusou o Bastonário da Ordem dos Advogados de ser um "bufo" e foram mencionados mais um ou outro nome fofo, em suma, o exemplo acabado do que não se deve fazer em jornalismo. O motivo da "discussão", todos já sabemos qual foi: Sócrates e o caso Freeport.
Agora, há coisa de cinco minutos, estava eu a fazer "zapping" e paro precisamente na TVI, onde estava a dar uma reportagem sobre o Governo, bom, se calhar chamar reportagem áquilo é capaz de ser um bocado insultuoso para o jornalismo a sério, digamos que aquilo foi uma espécie de sketch pseudo-humorístico/jornalismo de trazer por casa/forma gratuita de insultar o Governo (sim, eu mando bocas ao Sócrates, mas eu não sou pivot de um telejornal)...
É pá, ó Manela...se continuas assim, não vais muito longe filha...é que qualquer dia ninguém quer ir ao teu telejornal amiga, se é que se pode chamar telejornal a isso que fazes. E depois quero ver como é que vais fazer para achincalhar pessoas em directo, na tv. Só se trocares o Vasco Pulido Valente pelo Professor Karamba e ele te meter em contacto com o mundo dos mortos para que possas continuar a insultar figuras públicas. Sim, está bem, o Professor Karamba não é tão "freak" como o VPV, nem chama "estúpida" a toda a gente como ele faz, mas fala com os mortos, o que já é uma vantagem em relação ao VPV. "Mas e como é que isso era, ó João?", perguntam vocês. Era mais ou menos assim:
"Boa noite, eu sou a Manuela Moura Guedes e este é o jornal de sexta feira, da TVI. Visto que já insultei e enxovalhei todas as pessoas vivas que havia para insultar, a partir de hoje vamos começar uma versão renovada do jornal de sexta feira, em que com a ajuda do Professor Karamba iremos entrar em contacto com o mundo dos mortos, para que eu possa insultar aqui, em directo, personalidades que já faleceram e nunca tiveram a oportunidade de ser insultadas por mim, aqui, no jornal nacional.
O nosso primeiro entrevistado é o rei Dom Sebastião, que afinal não foi assim tão difícil de encontrar, mas, é claro que estamos a falar do meu telejornal, que é o melhor de todos, ou não me tivesse a mim, com o meu estilo muito próprio de fazer jornalismo.
MMG: Boa noite, Dom Sebastião, sabe que segundo uns dados que tenho em minha posse, provenientes do British Institute of Fraud, você fugiu para Álcacer-Quibir porque tinha ligações a José Sócrates e ao caso Freeport. Tem alguma coisa a dizer em sua defesa?
Dom Sebastião: Eu?! Ligações com o caso Freeport? Mas ó minha senhora, eu desapareci em Alcácer-Quibir por volta de 1578 e isso do Freeport foi agora em 2005...
MMG: As datas não interessam, o que interessam são as minhas fontes, que são as melhores fontes que há. E essas dizem que você fugiu para Marrocos por causa dos favores que terá feito a José Sócrates.
Dom Sebastião: Ó senhora Moura Guedes: eu aceitei o convite com muito gosto para falar consigo, mas não era para isto minha senhora...
MMG: Eu só lhe estou a fazer questões baseadas em factos! E os factos dizem que o senhor deixou, antes de fugir para Marrocos, em 1577, um manuscrito que tem a sua assinatura, dando a autorização a José Sócrates para permitir que o Freeport fosse construído em zona protegida. Não fuja aos factos Dom Sebastião! Não seja cobarde! Não faça como fez em Marrocos! Você é um cobarde!
Dom Sebastião: É pá, se era para isto que me queria entrevistar, desculpe lá mas não conte mais comigo, com licença...
MMG: E pronto, uma vez mais provámos, com o nosso estilo de fazer jornalismo, isento e baseado apenas em factos concretos, que de facto José Sócrates é culpado no caso Freeport e deve ser responsabilizado por isso. Boa noite a até para a semana, onde iremos entrevistar Mahatma Ghandi, outro cúmplice de alguns negócios duvidosos de José Sócrates e uma vez mais iremos provar que nós é que temos razão."
Nota: Note-se que já mesmo, mesmo no final do telejornal, Manuela Moura Guedes aproveitou para achincalhar, com a preciosa ajuda de VPV, um livro da autoria de uma jornalista que só por acaso faz parte de uma entidade que na semana passada reprovou o comportamento de MMG no seu telejornal...só por acaso. MMG aproveitou ainda para rematar da seguinte maneira: "Se querem ler livros a sério, leiam este livro que tenho nas minhas mãos". O livro em questão é uma coisa do VPV sobre partes da História de Portugal. Para finalizar, MMG afirma: "Isto sim, é serviço público". Ao que eu respondo: "psst, ó Manela, isso é mas é publicidade gratuita, de uma forma um bocado grosseira, diga-se...".
Nota 2: Enquanto estava a ver o Tempo de Antena, deparo-me com um militante do PNR (partido de extrema-direita), cujo apelido é Branquinho. PNR, Branquinho, em suma, o rapaz nasceu para ser militante daquela malta...
Nota 3: Este texto foi escrito ontem à noite, mas por motivos de força maior, apenas foi publicado hoje.
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