Antes de começar com isto, queria-vos pedir encarecidamente (se soubesse onde moram era com uma moca de Rio Maior, mas como não sei, fico-me pelas simpatias) que se dirigissem ao site da Super Bock e fossem àquela coisinha dos blogs e votassem no Hemiciclo, pode ser?
Vá, votem até dia 24 de Março. Não dói nada, como diria o Tomás Taveira. Mas olhem que têm se registar no site...e assim que estiverem tooodos lá dentro (voltando a citar o Taveira), a coisa dá-se bem. E passam a ser os melhores leitores do mundo (no caso do Taveira, eram as alunas que eram as melhores do mundo).
Mudando de tópico...vamos falar de homenagens póstumas em forma de estátua. Bem sei que a temática das homenagens póstumas em forma de estátua é um tema que já foi exaustivamente debatido aqui e ali (e duas ou três vezes acolá), mas sendo este um assunto com tanta substância, penso que pode ser abordado mais uma vez.
Antes de mais, devo dizer que sou contra a homenagem póstuma em geral. Parece-me muito mais digno homenagear a pessoa enquanto esta respira do que após o esticanço do pernil.
Ora, para mim, homenagear alguém com uma estátua é muito semelhante a dar os parabéns a alguém que acaba de ter o primeiro filho.
Felicitamos a pessoa, mas na verdade regozijamo-nos porque sabemos perfeitamente que um bébé está mais perto de ser uma espécie de filho do diabo do que um querubim fofinho. Há uma forte carga de cinismo naquele "parabéns" que damos aos recém-papás, assim como quem diz: "ai queixavas-te que o meu puto fazia muito barulho...pois agora vais ver o que é bom para a tosse...não hás-de dormir durante 3 ou 4 meses que é para veres o que é bom...". Já para não falar nas fábricas de cócó que eles são.
Quanto às estátuas, passa-se o mesmo. À primeira vista, ser homenageado com uma estátua parece um gesto muito bonito, não é? Ficamos eternizados para todo o sempre e o camandro e etc. e coiso...
Tudo isto é muito bonito, não fosse uma coisa chamada elementos de claques de futebol a trepar pelas estátuas acima para celebrar as conquistas dos seus clubes. Ah, e o cócó de pássaro também chateia um bocadinho.
Em suma, quer numa situação ou noutra é tudo uma questão de fezes. E de pombos (ou outra espécie de pássaro).
Sim senhor, que os tipos das claques têm algum desconto face aos pombos visto que os últimos ainda são capazes de desenvolver dois ou três raciocínios.
Em suma: quando homenageamos alguém com uma estátua não estamos só a eternizá-lo para todo o sempre. Estamos a sujeitá-lo ao convívio constante com criaturas irracionais e com cócó de pombo para todo o sempre e com toda a franqueza...não vejo bem onde é que a dignidade fica no meio de tudo isto...
Eu bem sei que tudo isto parece muito parvo (de facto, é) mas perguntem lá ao Marquês de Pombal (como fazer a pergunta já é com convosco...falem com a Alexandra Solnado que pode ser que ela vos desenrasque) se ele soubesse o que sabe hoje, se gostaria de ter uma estátua em sua homenagem. Parece-me que a resposta é a modos que evidente.
Por isso, já sabem, se alguma vez me quiserem homenagear façam o favor de não me erguer uma estátua, ok?
Beijinhos fofos e boa noite.
Votem no Hemiciclo, ok? Não posso oferecer chouriças de sangue ou varinhas mágicas ou microondas ou até bilhetes para concertos do Tony Carreira mas sempre vos posso enviar um rebuçadinho para as vossas casas por correio. Até ao meu regresso.
Olá coisos, como já devem ter reparado (se não, é melhor consultarem alguém ligado ao ramo da oftalmologia) o Hemiciclo esteve parado na última semana. E o motivo é muito simples: parti de férias para a zona mais a sul do nosso Portugal Continental, o Allgarve, mais concretamente, para Albufeira. E aquilo foi giro, tirando a parte das inglesas com o cio (ou isso ou tinham comprado roupa interior nova e estavam a mostrar às pessoas, para estas verem se era bonita). Inglesas, se andam "saídas" nesta altura do ano, se calhar é melhor ficarem por Inglaterra porque ver seres humanos a roçarem-se em postes de forma gratuita chega a passar um bocadinho a fronteira do degradante...nem uma gata que tive se roçava tanto às coisas quando estava com o cio. Com franqueza, não havia necessidade...
Mas, o melhor desta semana de férias foi sem dúvida a ida à Ilha do Farol (ou da Culatra), local onde nunca tinha ido. Inserida no Parque Natural da Ria Formosa, a Ilha do Farol deve o seu nome ao magnífico farol que nela se encontra. Destaco ainda nesta ilha as suas águas cristalinas (e quentes) e os milhares de seres vivos que por lá vi, que estando num Parque Natural prosperam e fazem as suas vidas de forma tranquila, sem recear as agressões e javardices tão características da raça humana. E é mesmo graças ao zelo e civismo das pessoas que visitam esta ilha (e das que lá vivem também), que lá se podem observar algumas espécies raríssimas que nunca poderiam proliferar em mais nenhum local a não ser num Parque Natural. Falo-vos do raro Peixe-garrafa de 1,5 lt., cuja população tem um número razoável no Farol; do não menos raro Garrafão Baleia; do magnífico Peixe Óleo de Motor de Barco; estive em contacto directo com um belo Peixe-lápis de Cor Azul de Dois Bicos (uma espécie única no Mundo que apenas se pode encontrar no Farol) e aquele que para mim foi o momento mais alto do dia foi quando foi avistada a mais temível espécie nativa da Ilha do Farol, o Tubarão-Póia, também conhecido como o Grande Cócó Castanho. Ao avistar (ao longe) este terrível predador, tratei de sair da água o mais depressa possível - não fosse sofrer um ataque do Tubarão-Póia - para nunca mais lá voltar.
Em suma, foram dias bem passados e voltei a casa tranquilo e contente por saber que as pessoas são zelosas e cuidadosas para com as espécies raras que "residem" nas águas cristalinas da Ilha do Farol. É bom saber que aquele local, que está inserido num Parque Natural, é estimado pelas pessoas que por lá passam. Um grande bem-haja a todos eles.