Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Os críticos "profissionais"

Olá, há uma profissão que sempre me fez um bocado de impressão: os críticos. O que é um crítico? Basicamente, é um senhor que é pago por outros senhores para escrever ou dizer mal sobre várias coisas. Uma espécie de Carlos Castro mas menos bicha e com menos rosa-choque no armário. "Ah, mas ó João, uma crítica também pode ser construtiva", dizem vocês e muito bem. Ora, então atentemos no significado da palavra crítica: "maledicência, censura". Pois. Coiso.
Mas, o mais giro acerca dos críticos é que eles se denominam como os verdadeiros apaixonados e admiradores das áreas que "criticam", apesar de raramente encontrarem algo que realmente admirem. Confusos? Basta folhear um jornal e ir parar à área do cinema, por exemplo e ler as críticas desses "apaixonados" por cinema. Não há um filme que lhes agrade, nem um. É mais ou menos isto:
- " Então o que é que você faz?"
- " Sou crítico de cinema...."
- " Ah, então já deve ter visto milhares de filmes! Há algum que me recomende?
- "De facto, já vi para cima de 2.000 filmes. Eu adoro cinema! Devo sofrer de "cinefilite aguda"! Até acho que gosto mais de cinema do que da minha própria mãe! Mas, que me lembre, não houve nenhum filme que tenha gostado. Foi tudo corrido a 1 estrela..." 
Os críticos de televisão idem, é tudo mau para eles. Sim, é certo que grande parte dos programas de TV (falando dos 4 canais) são maus, mas também há coisas boas, catano:"Os Contemporâneos", "Sociedade Civil", "Câmara Clara", alguma séries da 2, aquele período entre o fim  e o início de emissão da TVI...entre outras coisas. Mas, tal como estes, também os críticos literários, políticos, de arte, etc. são amigos do "deita abaixo". Penso que a excepção que confirma a regra são os críticos de culinária (talvez porque lhes pagam para enfardar?). Em suma, os críticos (na sua maioria) não passam de pessoas frustradas que, não conseguindo enveredar pela carreira que queriam, optaram por deitar abaixo os que têm (ou tentam ter) sucesso nessas mesmas áreas. São pessoas amargas que acabarão por passar o resto das suas vidas sós porque ninguém quer estar com uma pessoa que avalia tudo a uma estrela:
- "Então amor, gostaste da surpresa que te preparei?
- "Hmm...foi muito banal e extremamente previsível...essa ideia das pessoas escondidas atrás dos cortinados e das luzes apagadas já está demasiado gasta no que a festas surpresa diz respeito. Uma estrela e meio em cinco. E o facto de levares o meio é só por causa do esforço que tiveste..."
- "Então Manel, o que é que achas desta praia? E olha-me para aquela boazona ali ao fundo!"
- "A areia é muito banal, este sol é extremamente fraco, a água é gelada, em suma, é absolutamente má. Já vi praias muito melhores que esta na minha vida. Uma estrela em cinco. Quanto à tal "cavalona" a que te referes: sobrancelhas péssimas, tem o dedo do pé direito - o grande - uns milímetros curvado para a direita, umas orelhas muito banais, aquelas narinas então, nem comento... em suma em cinco estrelas, vale uma."
Na blogosfera também existe uma espécie de críticos, também conhecidos como os "anónimos" que são indivíduos que não tendo mais nada que fazer, além de coçar a micose, entretêm-se a passear de blog em blog, insultando os seus autores e por quem lá passa. Na última visita que tive dum desses seres fui brindado com um "és um grande atrasado mental", num post sobre o grande Luís Freitas Lobo. Sim, eu sei que isto não é bem um insulto mas sim a constatação de um facto. Na altura pensei "será que é o LFL?", mas se fosse ele teria escrito: "você padece de uma condicionante ao nível do cérebro que o impede de ter um desenvolvimento intelectual ao nível da média pelo que pode se considerar que tem uma certa lentidão de processos de raciocínio". E é melhor ficar por aqui, que já têm muita coisa má para ler.
Só mais uma coisinha para os críticos profissionais: se classificam tudo como sendo sempre tão mau, façam vocês próprios para que seja tudo perfeito...
 
Escrito por: João Cacelas às 15:40
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Uma pequena correcção que tenho que fazer a Maya

Maya, essa grande personalidade da nossa praça cometeu uma gafe de todo o tamanho em declarações ao Correio da Manhã. Gafe essa que deve ter passado despercebida à maioria das pessoas mas aqui ao menino não. A "tia Maya", como ela se auto-intitula, afirmou ao CM, a propósito da perseguição de um cubano que afirma ser namorado dela que a situação em que ela se encontra "é surrealista".

Cara amiga Maya: será que não queria dizer antes "surreal"? Hum? Olhe que eu acho que sim...é que vamos lá a ver: surrealista é uma palavra que tem origem no surrealismo que por sua vez foi (e ainda é) um movimento artístico que começou nos anos 20 (não é correcto dizer que este ou aquele movimento começou nesta ou naquela data mas o facto é que o surrealismo teve dia e hora marcada para começar, através do manifesto surrealista) em Paris na literatura e mais tarde na pintura e cinema e nas restantes formas de arte existentes e que teve como principal "fundador" André Breton, famoso escritor surrealista e que foi fortemente influenciado pelas teorias psicanalistas de Sigmund Freud, esse grande maluco.

Assim sendo, será que Maya queria dizer que a situação em que se encontra com o tal cubano se insere no movimento surrealista? Em que contexto?  Que é influenciada pelas teorias de psicanálise de Freud? Também não me parece...se bem que me no meio desta coisa toda há uma pessoa a precisar urgentemente de psicanálise: o moço cubano que com tanta mulher relativamente conhecida bonita em Portugal, foi logo escolher a Maya que já agora, tem um nariz digno de uma obra surrealista. Enfim, uma cena surreal...

Desculpem lá a maçada mas entristece-me ver pessoas que se dizem com conhecimentos a cometerem gafes destas. É assim que se vê o que se liga à Arte neste país. Pessoas que se dizem cultas e que vão a inaugurações de exposições, embora na verdade só lá ponham os pés por causa dos canapés...

Escrito por: João Cacelas às 18:17
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Jean-Marie Le Clezio e a diferença entre um Nobel e um tipo que é só parvo

Jean-Marie Le Clezio, o prémio Nobel da Literatura, afirmou, numa conferência na Suécia que "a Internet poderia ter parado Hitler", que é como quem diz que se na altura do Ti Adolfo houvesse net, a mega-conspiração do bigodinho não tivesse tido o devido efeito e fosse sim ridicularizada, passando de email em email como aquelas fotos dos gatinhos fofos para fazer rir as pessoas que deveriam estar a trabalhar, mas que preferem andar a ler emails e textos como este. 

Mas que grande novidade ó Jean-Marie (isto mais parece nome de gaja,franceses...) que no dás, como se ninguém soubesse isso! É preciso vires tu para uma conferência dizeres uma coisa dessas (e ainda por cima pagam-te para o fazeres), se fosse eu a dizer isso, ninguém me ligava nenhuma, mas como é o menino Nobel da Literatura, fica tudo: "ai, ai, deixa cá ouvir o que ele vai dizer que deve ser algo espectacular!"

Escuta ó Jean-Marie, que esta é para ti: se no tempo de Jesus Cristo houvesse net, ele teria difundido a sua mensagem muito mais rapidamente por todo o mundo, através de fóruns sociais, como o Hi5, o Facebook, o Messenger e o YouTube, do seu blog (que seria no Sapo) e certamente que não teria sido crucificado mas sim aclamado por toda a malta, que lhe mandaria comentários com ursos e coisas fofas para a sua página do Hi5 e o convidava para beber cocktails virtuais (que seriam transformados pelo Messias em cocktails verdadeiros) e outras coisas giras, até o malandro do Herodes se teria rendido às evidências e seria um dos melhores amigos de Cristo lá nisso do Hi5.

Vês ó Jean-Marie, que não é preciso ser Nobel de coisa nenhuma para desenvolver esse tipo de pensamentos? Isso, meu menino é andar a brincar com o dinheiro das pessoas, que te pagam para que lhes digas coisas interessantes e não coisas parvas. A mim, como ninguém me paga, tudo bem, posso escrever o que me apetecer, agora tu Jean-Marie...vê lá se ganhas mas é juízo e se vais trabalhar como as pessoas, como diz o outro.

Um grande bem-haja a todos vós e ide, caminhai pelos caminhos da luz e que a Força esteja convosco.

Escrito por: João Cacelas às 09:20
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