
João Cacelas
Ainda à "direita", Paulo Portas assumiu recentemente que irá fazer de tudo para impedir que na próxima legislatura a lei da eutanásia seja aprovada. Ó Paulinho das feiras: o menino também anda com esse penteado hediondo na rua e ainda ninguém o impediu de o usar, pois não? E olhe que isso é que é um crime...vá, deixe lá as pessoas morrer com alguma dignidade em vez de andarem a vegetar numa cama de hospital durante anos e anos, ok? Vá lá dar uns beijinhos e abraços a meia dúzia de peixeiras, que é o que sabe fazer melhor.
Olá fanecas. Vós sabeis que este indivíduo que vos escreve gosta de analisar as grandes músicas produzidas pelas estrelas mais cintilantes do nosso panorama musical. Já o fiz com a grande Ronalda (aqui) e mais recentemente com o não menos grande André Sardet (aqui), mas nenhuma destas músicas se compara ao que hoje se vai passar. A música que vos apresento chama-se "Vem devagar emigrante" e é uma espécie de segundo hino nacional, uma homenagem sentida que o seu intérprete, Graciano Saga - autor de êxitos como "A melhor avó do mundo", "Deus protega o meu país", "Emigrante, só por ti" e "P'ro ano se Deus quiser" ou ainda "Porque choras criancinha?" - faz a todos os emigrantes portugueses que todos os anos fazem milhares de quilómetros para chegarem ao seu "rico Portugal".
A letra desta bela cantiga começa com um conselho muito sábio que o nosso Graciano dá a todos os emigrantes que viajam de carro para Portugal, alertando-os para virem devagar, atirando de seguida com uma frase do povo, que é sábio e nunca se engana: "mais vale um minuto na vida, do que a vida num minuto". Não satisfeito com a coisa, achando que este sábio conselho possa ser insuficiente, Graciano Saga começa a relatar o drama cruel de um imigrante infeliz que na estrada encontrou a morte e canta assim: "Passou-se no mês de Agosto este drama tão cruel de um imigrante infeliz. Foi tanta a pouca sorte, na estrada encontrou a morte". Atentem no engenho de Graciano Saga que, de forma a arranjar uma palavra que rimasse com morte, troca "azar" por "pouca sorte". Mas ó Graciano, tu sabes que quinar rima com azar, certo? Ora vê lá se assim não fica melhor: "foi tanto o azar que na estrada acabou por quinar". E sendo nós o país das Quinas até calha bem, não? Mais à frente, o nosso artista revela-nos a causa do acidente, desta forma tão linda e singela: "vinha a grande velocidade, foi o sono que lhe deu, o controlo ele perdeu desse carro de maldade". Então ó Graciano, o gajo vem com sono, não pára para esticar as pernas nem para descansar e a culpa é do carro?! Note-se uma vez mais o engenho de Saga, no que a rimas diz respeito. No entanto, este rima é descabida visto que todos sabemos que os carros dos emigrantes da Alemanha (como é o caso) são daqueles Mercedes tipo chaimite e aquilo não quebra assim às primeiras, ó Graciano. Vai mas é pôr as culpas noutro. Mas, continuando, como nas cantigas de Graciano Saga uma desgraça nunca vem só, ficamos ainda a saber que o nosso emigrante vinha a Portugal ver o paizinho que estava doente numa cama de hospital e que só tinha uma coisa na ideia: "o seu paizinho beijar ao chegar a Portugal" sendo que ao saber do acidente do filho, o paizinho "que tanto sofria, nunca mais o filho via, fechou os olhos morreu". Com esta cartada de última hora, Graciano eleva o drama desta cantiga para algo nunca antes visto. No entanto, achando que duas mortes é pouco para apenas uma canção, Graciano Saga dispara: "ele não vinha sozinho, trazia também consigo sua mulher e filhinho. Sem dar conta de nada e naquela madrugada morrem os três no caminho". Outro aspecto interessante neste "Vem devagar emigrante" é o facto de Graciano Saga incluir o teletransporte na sua canção, senão vejamos: primeiro, o artista diz "seu destino acabou por ser fatal numa estrada em Espanha" e pouco depois atira: "Mas tudo foi de repente, partiu de Benavente, o drama aconteceu". É pá, ó Graciano, tens que me dar umas aulas de Geografia...então, o destino dele é fatal em Espanha e de repente já está em Benavente? Das duas uma: ou ele teletransportou-se ou vinha a 1000 km/h e se foi esse o caso é muito bem feito que tenha tido um acidente porque conduzir a essas velocidades é um acto muito irresponsável. Ou então Graciano Saga não conhecia nenhuma terra em Espanha que rimasse com "de repente", também é uma hipótese...mas, para quem pensa que o drama acaba aqui, desengane-se porque há mais, pois o nosso emigrante num "camião foi bater e deu-se o choque frontal". E é o facto de nunca sabermos o que se passou com o camionista que torna esta canção ainda mais dramática e inquietante. Terá morrido? Teria deixado uma mãezinha doente no hospital, cujo último desejo era ser beijada pelo filho? Nunca saberemos...
É por esta canção ( e por outras) que Graciano Saga é considerado por muitos como o cantor da desgraça (a meu ver, só me parece um tipo preocupado) e é talvez, o único cantor do mundo que tem na sua página de internet anúncios publicitários relativos a funerárias e (ou) a produtos de tratamento capilar. Aqui fica o link para a sua página (não oficial), que contém algumas letras deste a e outro para a música "Vem devagar emigrante" no Youtube. Graciano Saga, o homem que passou ao lado de uma grande carreira como coveiro.
Ontem, em Óbidos terminaram dois eventos que animaram bastante a última semana que passou. Falo-vos, claro está, do Festival do Chocolate e do Festival do Chicolate. Pelas vozes das pessoas presentes parece-me que o Festival do Chicolate foi o mais visitado, era tudo: "vamos ao Festival do Chicolate" mas eu cá fui ao do Chocolate e olhem que aquilo estava bem composto.
Devo dizer que gostei do Festival do Chocolate mas uma vez mais parece-me que o do Chicolate era mais giro. Pelo menos a maioria das pessoas disseram que gostaram muito do Festival do Chicolate e sobre o do Chocolate não disseram nem um pio. Parti então numa demanda para descobrir onde raios era o Festival do Chicolate, segui as indicações das pessoas que iam para lá (para o do Chicolate e não para o do Chocolate) mas não dei com a coisa (por culpa da falta de sinalética existente em Óbidos) e assim tive que me contentar com o Festival do Chocolate...mas para o ano o tão falado Festival do Chicolate não me escapa.
Nota: Mas nem tudo ficou perdido, pois embora não tenha encontrado o Festival do Chicolate fiz uma descoberta que mudará para sempre o meu pensamento sobre a morte: encontrei uma agência funerária (em Óbidos) chamada "Tarzan". Sim, isso mesmo, a "agência funerária Tarzan, onde você dará o seu último grito!! Aaaaaaaaaahhhaaaaaa!!!!"
Nota 2: Amiguinhos, desculpem lá a ausência mas não tenho tido tempo para escrever nada. Não que vocês se ralem com isso mas pronto, aqui fica o meu pedido de desculpas.
Olá coisinhos! E esse fim de semana? Foi gostoso?
Depois do sucesso das companhias aéreas low cost eis que chega até nós o conceito de funerais low cost. Sim, leram bem: funerais low cost.
E será que também farão aquelas promoções malucas como nas companhias aéreas? Do tipo: "de 20 de Março a 20 de Abril o seu funeral tem 50% de desconto em todos os serviços e ainda lhe oferecemos uma coroa de flores absolutamente gratuita!!" ou então: "Aproveite para falecer com a sua cara-metade no Verão pois temos para si uma mega promoção de enterre 2 e pague 1!! Faleça já antes que esgote!! Promoção válida até ao final do Verão" ou ainda: "Falecer nunca foi tão barato! Com a Agência EasyFuneral desfrute de todos os serviços de um funeral normal a metade do preço! E sem quaisquer burocracias e taxas que isso só aborrece! E para aborrecimento já basta o seu falecimento!!".
Em suma, é um conceito muito semelhante ao das companhias aéreas só que em vez de um bilhete de ida e volta só compramos o de ida e claro que nunca podemos pedir opiniões a amigos sobre qual a melhor companhia low cost existente no mercado.
Está um indivíduo muito bem disposto, assim logo cedinho de manhã quando abre a sua caixa de correio e se depara com muitos mails daqueles que temos que passar a 20 pessoas em não sei quantos dias senão acontece-nos uma desgraça terrível como crescer um "frunco" no rabo ou até a nossa morte. Um desses mails que recebi hoje era uma foto que tinha que passar a vinte pessoas, caso não passasse era capaz de morrer em breve, caso passe a foto, dizem que sou menino para ganhar o jackpot de 130 milhões de euros no Euromilhões. Ora, a meu ver e desculpem se estiver errado, malta que não tem mais nada que fazer da vida a não ser inventar mails parvos, para se ganhar o jackpot de 130 milhões de Euros não basta reenviar a foto a 20 pessoas. Há quem diga que também é capaz de dar jeito jogar no Euromilhões e rezar a Deus Nosso Senhor, o Cristo para que o prémio chegue ao super jackpot (coisa que é capaz de demorar um anito ou mais...).
Fica aqui o aviso: a próxima pessoa que me enviar um mail a dizer que tenho que o enviar a não sei quantas pessoas, no prazo de x horas pois caso contrário, uma enorme tragédia se abaterá sobre mim, vai ver o que é realmente uma tragédia a sério quando eu a começar a chatear à séria. Mas é que é mesmo.
Nota: Como repararam, não reenviei o mail, de maneira que caso não escreva mais posts nos próximos dias, sou capaz de ter ido ao meu próprio funeral.
Nota 2: Dava-me jeito um autocolante na caixa de email, tipo aqueles das caixas de correio que dizem "publicidade não endereçada, aqui não." Só que no caso teria que ser "e-emails chatos e distribuidores gratuitos da desgraça e da estupidez, aqui não". Alguém sabe onde isso se arranja?
Um homem foi esfaqueado até à morte por se ter recusado a largar o microfone e parar de cantar num bar de karaoke em Bornéu (um lugarejo algures na Ásia).
Depois de ler isto e de reflectir um pouco, cheguei à conclusão que nós, portugueses, até temos algum civismo. "Porquê João?" Porquê?! Mas vocês ainda me perguntam porquê? Ora vejam lá o caso do Tony Carreira: o homem não pára de cantar e apesar do sofrimento que isso causa a muito boa gente (eu incluído) ainda ninguém lhe enfiou com um objecto cortante pelo bucho adentro, ou acima, dependendo do ângulo de ataque.
Tenho a impressão que se o Tony vivesse no Bornéu já tinha sofrido o mesmo fado deste senhor do karaoke e há muito, muito tempo.
"Anthony Morley, um cozinheiro de 36 anos de Leeds está a ser julgado pelo crime de homicídio do seu amante Damian Oldfield, de 33 anos de idade", mas há mais meus meninos. É que aqui o Anthony não se ficou só por dar 20 facadas no bucho do Damian, não, não, que isso era pouco para o menino, por isso retalhou parte da coxa do seu amante e fritou-a em azeite. Reparem meus amigos: o Anthony fritou a coxa em óleo vegetal? Não. Com manteiga? Também não. E porquê? Porque são coisas que fazem mal e não dão grande sabor à comida. Fritou em azeite e fez ele muito bem, que sempre é mais saudável e com mais classe. E talvez o Tony tenha juntado umas folhinhas de manjericão para dar ainda mais requinte ao repasto, tornando-o digno de uma bela ceia de Natal. Coxinha de amante frita em azeite, enfeitada com umas folhinhas de manjericão e com uma batatinha a murro a acompanhar, que pitéu.
Concluindo: Anthony até pode ter cortado o amante às postas e ter comido uma parte do corpo deste, mas na hora de fazer o "petisco" optou por temperá-lo com azeite, o que só lhe fica bem, pois assim a comida sabe muito, muito melhor. Tenho para mim que o Azeite Gallo podia incluir este rapaz num dos seus próximos anúncios. Uma coisa assim do género: "Depois das minhas chacinas e de preparar partes do corpo dos meus amantes para comer, escolho sempre Azeite Gallo Clássico para o tempero. O seu aroma suave dá às refeições um tempero suave, requintado, saboroso e muito saudável. Azeite Gallo a cantar desde 1919".
Nota: No mesmo sitio onde li isto, vinha uma alusão a um canibal alemão, Armin Meiwes, que em 2001 matou e comeu parte do corpo da sua vítima. Hoje em dia o Armin mudou de gostos alimentares e só se dedica a matar alfaces. Tornou-se vegetariano pois então.
eu começo este tipo de posts com "porque é que"?
Agora a sério: porque é que se diz a velhinha frase "Até amanhã, se Deus quiser"? Não faria mais sentido: "Até amanhã, se a Morte quiser"? Afinal, de contas é a Ceifeira quem escolhe os seus "alvos" e não Deus...certo?
em todos os velórios há alguém que solta as frases "nós não somos nada neste Mundo! Deixemo-nos de intrigas e de zangas porque não somos nada! Vamos todos lá parar (ao Céu), por isso temos é que nos dar bem, sem chatices! Não somos nada...não vale a pena as zangas, que acabamos por morrer todos, temos é que nos dar bem em vida...não somos nada..."?
Ontem, depois de brindar uns amigos com umas palhaçadas num Karaoke, ainda animada da noite deu-me para ver um filme. "Death at a funeral", uma comédia negra, hilariante. Gostei bastante. Mas, o mais giro é que durante todo o filme me pareceu estar a assistir a um papel que assentava que nem uma luva no nosso "querido" aspirante a primeiro desse grande partido (mesmo partido) PPD/PSD. Não é que o actor principal, Daniel/ Matthew Macfadyen, é a cara chapada do Pedro Passos Coelho? Igualzinho...
Let's look at the trailer! :D (o trailer do filme não faz jus ao mesmo)
Hoje, dia 26 de Junho de 2008 Portugal ficou mais pobre..."Quê?? Mas quem morreu? O Manoel d'Oliveira? O Herman? A Paula Rêgo?"- pensarão vós, entristecidos com a notícia da morte de uma das grandes figuras de Portugal - mas foi pior, meu amigos, pior do que qualquer um desses óbitos putativos. Hoje morreu a cobra de Cinha Jardim. De acordo com a senhora ela era "linda, boa e foi para o céu".
As más-línguas dirão que uma cobra já foi e que só falta uma. Pois eu, complacente que estou com a dor de Cinha digo: Cinha pá, Portugal pode ter perdido uma cobra fantástica, mas o Céu é agora um sítio melhor com a presença dessa tua cobra magnífica e espectacular.
Neste momento muitos de vós pensam que esta notícia não interessa nem ao Menino Jesus....pensamento esse que não poderia estar mais errado, pois se afinal a cobra vai para o Céu...só espero é que o Nazareno não tenha medo de cobras...
Olá, tudo bem? Parece que finalmente é Verão e o catano (está bem que hoje o tempo está cinzentote, mas quente) e que o calor e o sol vieram para ficar, para enorme gáudio de miúdos e graúdos e das agências funerárias. "Das agências funerárias??", pensam vocês com ar de espanto. Mas fiquem sabendo meus meninos, e sei isto de fonte muito segura, que o Verão é, digamos, a "época alta" não só para as agências de viagens mas também para os amigos das funerárias, parece que morre muito mais gente nesta altura do ano e tal. Isto levou-me a pensar como é o dia-a-dia de uma agência funerária quando o negócio anda na mó de baixo e suponho que deve ser mais ou menos isto:
-Agente funerário 1: "É pá! Olha que o negócio anda pelas horas da morte!"
-Agente funerário 2: "Pois anda...pois anda...e mortos nada, nicles. Isto anda mesmo morto..."
-Agente funerário 1: "Isto o que dava jeito era que houvesse para aí um surtozito de uma doença qualquer, um vírus tropical ou algo que o valha."
-Agente funerário 2: "Também não sejas assim! Está bem sim senhor que a malta precisa que morram pessoas, mas assim já é ser mauzinho..."
-Morto que está a ser preparado: "Pfffff..."
-Agente funerário 1: "Ei que pivete pá! Porque é que estes gajos mesmo depois de mortos ainda mandam gazes pá! Foge! Isto é mais mortal que gás sarin!! Mas olha, isto o que era bom era que já fosse Verão..."
-Agente funerário 2: "Pois é...para começar a falecer gente como crescem raminhos de salsa, assim tudo a cair que nem tordos, para avivar o negócio e pronto, o calor e a praia que também são agradáveis...e mais uns falecimentos..."
Dever ser mais ou menos isto, acho eu...
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