Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Seres humanos, antes de começar com isto tenho que fazer menção à
Fábrica de Letras, essa coisa muito linda em que uma série de criaturas escreve um texto sobre determinado assunto e o publica lá. Menciono a
Fábrica visto que este texto "vai para lá" e porque eles nos obrigam a mencioná-los nos nossos textos. Sem recorrer à violência. Só ao último cd do Nel Monteiro. Passem por lá e leiam os restantes
posts, nem que seja por pena. O tema deste mês é, obviamente, o Natal. Embora este texto seja dedicado ao Pai Natal, mas está tudo relacionado...
Ah, o Natal. Época de convívio familiar (ou de cinismo), da maratona dos filmes do
Beethoven na TVI, (não é
este, é o
outro), de paz e de alegria, de muita doçaria, do bolo-rei, de oferta de cuecas e meias e muitas diarreias, de prendas e claro, do Pai Natal, esse malandro. Por esta altura, perguntar-se-á o leitor porque carga de água eu insulto de forma gratuita o Pai Natal. Em primeiro lugar, porque me apetece e depois porque ele é de facto, um malandro, para não dizer pior. Se o leitor não acredita em mim, analisemos os factos:
O Pai Natal só trabalha uma vez por ano, na madrugada de 24 para 25 de Dezembro, estando o resto do ano sem fazer nenhum. Neste aspecto, o Pai Natal é similar a muitos portugueses, que trabalham o tempo mínimo necessário para que possam depois ser despedidos e usufruir do subsídio de desemprego durante muito tempo, sem ter que fazer nenhum.
Tendo em conta esta comparação, o termo "Natal é quando um homem quiser" ganha um pouco mais de força - pelo menos em Portugal - a ver pelos inúmeros "pais natais" que por aí andam...
E como se isto fosse pouco, para não ter que trabalhar todo o ano, o calão do Pai Natal tem duendes que, segundo o próprio, fazem "trabalho voluntário". Ora, eu não tenho conhecimento do que vem no Código do Trabalho acerca dos duendes, mas ter alguém com 30 cm de altura a fazer trabalhos pesados e sem ser renumerado cheira-me um bocado a exploração. É contranatura. É como imaginar o Jorge Jesus a recitar "Hamlet". Não pode ser feito. Há caixas de cereais maiores que alguns duendes, catano! E quase que aposto que não têm seguro de acidentes de trabalho.
Acho vergonhoso que as autoridades ainda não tenham feito nada para resolver esta situação. E, além disso, o Marques Mendes não merece estar tanto tempo longe da sua família.
A juntar a isto, o Pai Natal tem renas que o levam por todo o Mundo no único dia em que este se lembra de trabalhar. Nove animais têm que atravessar a Terra de um lado ao outro numa só noite! E ainda há quem fale em exploração dos animais do circo! Onde é que estão esses activistas agora? Hein?
Mas há mais: uma das renas - o Rodolfo - tem uma luz vermelha espetada no seu focinho. Mas que raio de dono é este que deixa um animal andar com uma lanterna vermelha dentro do focinho e não o leva ao veterinário para ver se aquilo é grave? Não! Nada disso. Em vez disso, o Pai Natal aproveita o facto do Rodolfo ter uma lanterna enfiada no focinho para o meter à frente das outras renas, a iluminar o caminho, só para poupar dinheiro em luzes para o seu trenó. Além de explorador é sovina, o raio do homem.
Só para terminar, chateia-me saber que há pais a trabalhar que nem cães para poderem dar o último grito em bonecas que fazem xixi aos seus petizes para depois vir um caramelo - o Pai Natal - ficar com os louros daquele presente. E de todos os outros, já agora.
Ora, se isto não é um tipo com mau carácter, então não sei o que seja.
Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Olá coisos, antes de começar com isto queria-vos falar da
Fábrica de Letras, que é um blog extremamente coiso, onde vários
bloggers se juntam para escrever sobre coisas. Têm dúvidas? Carreguem no link que a mim ninguém me paga para dar explicações.
Como em qualquer fábrica de Portugal, ninguém vos vai pagar nada pelo trabalho que fizerem, mas sempre é uma boa maneira de se darem a conhecer ao Mundo e ao Samouco. E eles nem são muito exigentes, tendo em conta que aqui o estarola recebeu um convite da Fábrica. Mas também não é para irem para lá escrever porcaria, não me deixem ficar mal.
Passando a coisas mais sérias...parece que a Popota está de regresso, não é? Logo agora que já tinha passado a febre eleitoral e que Portugal parecia estar a tornar-se num sítio menos desagradável para viver é que o simpático hipopótamo fêmea cor-de-rosa "choque", cheio de gloss se lembra de voltar para nos azucrinar o juízo...e com uma adaptação parva de uma música dos Buraka Som Sistema.
Francamente, não compreendo como é que alguém se foi lembrar de agarrar num hipopótamo, o animal que mais pessoas mata em África, que cheira mal, é agressivo, feio e um grande javardola e o espeta na campanha de Natal do Modelo, tornando-o amigo das criancinhas todas. Deve ter sido assim:
- "É pá, isto o que ficava giro era arranjarmos uma mascote para as nossas campanhas de Natal, um animal qualquer. Alguém tem sugestões?"
- " Um Koala? Um Panda? O Paulo Rangel? Olha que tem uma voz engraçada. Um Bambi? Uma Coruja?"
- "Não pá, isso é tudo muito batido. Tem que ser um bicho que marque as pessoas, como o Alberto João Jardim mas com mais dentes e inteligência..."
E assim nasceu a Popota. O cor-de-rosa foi só para lhe dar um ar fofo.
Deixemos as coisas sérias e passemos para o inesgotável campo da parvoíce para abordar o mais recente caso de corrupção em Portugal: o processo Face Oculta.
Nem é bem para falar do processo per se, mas sim para dizer a quem passa a vida a dizer que Portugal não presta e que fica nos últimos lugares de tudo o que é ranking, que experimente fazer um sobre políticos e administradores corruptos só para ver quem é que fica no topo...
Houvesse as Olimpíadas da Corrupção e Portugal seria um sério candidato ao ouro. Com Vale e Azevedo na maratona processual, Major Valentim Loureiro no lançamento do electrodoméstico, Fátima Felgueiras nos 100 metros com saco azul às costas e Isaltino Morais no salto ao fisco, não havia quem nos batesse.
E mais: querem uma mascote para este Natal? Contratem a figura central do processo Face Oculta - Manuel Godinho - que mete a Popota a um canto, assim muito bem arrumadinha.
Sim senhor, que não é cor-de-rosa mas enquanto a Popota se limita a dar bonecada, o Godinho oferece Mercedes SL-500, casas e dinheiro "vivo" à malta. Há quem o chame corrupto, eu cá acho que é um tipo muito generoso e um amigo do caraças.
Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008
Há todo um vasto leque de coisas que distinguem o Homem da restante bicharada: os polegares, as nádegas, a noção da morte, comer com talheres e o Natal.
Apesar de todos estes temas terem muito por onde se lhe pegar, o que nos interessa neste momento é o Natal.
O Natal, deveria ser aquela época do ano em que se comemora o nascimento de Jesus e o camandro, mas transformou-se antes naquela época do ano onde tudo doido a comprar presentes à parva, com a desculpa de que é só uma vez por ano e porque se junta toda a malta de quem se gosta, etc,etc. Esta coisa de se juntar a malta de quem se gosta é digamos, uma treta do catano, visto que se as pessoas realmente gostarem umas das outras, vêem-se mais vezes durante o ano e não apenas no Natal, penso eu...
Depois, há o Pai Natal, um velho pançudo e preguiçoso que está sem fazer nenhum o ano todo e que de repente, numa só noite, entrega presentes por todo o Mundo. Como é possível um barrigudo daqueles passar nas chaminés? Será que já pensaram nisto, petizes? O tipo está o ano todo sem fazer nenhum, sentado num cadeirão a coçar "a micose", não tem qualquer preparação física, deve estar cheio de reumático por causa da idade e de repente...pumba! Consegue distribuir prendas à maluca durante um só dia! É que nem o CR7 na sua melhor forma seria tão rápido, quanto mais um idoso preguiçoso e barrigudo (a preguiça é tanta que nem sequer faz aquela barba de vagabundo)...vá lá, arranjem uma desculpa melhor para enganar os putos, porque não me parece que eles caiam nessa muito mais tempo.
É por estas e por outras que não aprecio esta época dita "festiva"...
A todos um Bom Natal e isso e coiso.
Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Olá!! Então? Como vão? Apreciaram bem o momento "Nelson Ned"? Bonito, não?
Hoje vou escrever sobre o Natal, a época mais consumista,despesista e parva do ano. O Natal irrita-me profundamente, por uma série de factores, que vou passar a enunciar:
Em primeiro lugar, é de mim ou o Natal está a começar cada vez mais cedo? Este ano começou para aí em Outubro, com os anúncios de chocolates a dar-lhe com força, de uísques (bem bom!) e de bonecas que fazem chichi e cocó e falam e mexem os braços e o catano! Qualquer dia inventam bonecas-bomba, bom se calhar já há, lá para os lados da Palestina e tal... mas prosseguindo, desde Outubro que andamos a ser bombardeados por estes anúncios alusivos à quadra natalícia e ao espírito de Natal, verdadeiros hinos à febre consumista, que se agrava ainda mais nesta altura. E como se não faltasse, agora metem um hipopótamo fêmea a fazer um anúncio para os putos no Natal...gostava de saber quem foi a besta que teve genial ideia! E desculpem desde já a agressividade, mas é que isto do Natal irrita-me, e quando vejo um anúncio de um hipopótamo que canta (o hipopótamo é somente o animal mais agressivo e que mais pessoas mata por ano em África, irónico não?) todo feliz da vida para os meninos e meninas fico ainda mais irritado, por não ter sido eu a lembrar-me de tamanha estupidez. Mas continuando, de facto o Natal começa cada vez mais cedo, e gasta-se cada vez mais com ele. Qualquer dia, o Natal começa assim que o Natal acabar, aí sim, a expressão "O Natal é quando um homem quiser", adequar-se-à à realidade...ou melhor, vai passar a ser Natal todos os dias...
Depois, o Natal tem o dom de estupidificar as pessoas, ainda mais do que já são. As pessoas andam feitas baratas tontas a pensar: "Ai,ai o Natal está quase aí e ainda não comprei nada para ninguém, e é tudo tão caro!". Meus caros, segundo sei, o Natal deveria ser uma época em que se estaria com a família e tal e o catano, nem vou falar no Natal Cristão, porque não vai de encontro à minha crença religiosa (sou ateu, ou acho que sou), mas não, o Natal não passa de uma época onde se gasta dinheiro como o caraças para oferecer prendas a pessoas, na esperança secreta que estas façam o mesmo por nós.
O Natal é a época onde os índices de cinismo estão em alta, onde toda a gente se torna "amiga" por meia dúzia de horas "a bem do espírito natalício" (eu cá acho que é mais por causa das prendas e do jantar à borla...), de repente toda a gente se dá bem, mesmo que tenham um ódio de morte, só que no dia 26 volta tudo ao normal...já não há prendas para dar e tal.
Mas a coisa que mais me chateia no Natal, é o Pai Natal, já não há pachorra! Raios parta o homem! Estou farto de sair à rua e dar de caras com o primo do boneco da Michelin, de seu nome Bibendum, mas com barbas brancas e fato vermelho! Estou farto de ver pais-natais com sininhos a fazer uma chinfrineira altamente irritante, principalmente aqueles das lojas dos chineses... ando com um ódio de morte ao Pai Natal. Um ódio tão grande que, se ele não se põe a pau e não se acalma um bocadinho, sou menino para lhe furar os pneus do trenó, roubo-lhe as renas, rapto-lhe a mulher e vendo-a a marroquinos, agarro nos duendes e enfio-lhes um grande pontapé no rabo que os manda directos para o Pólo Sul, em serviço expresso!! Ah! E em relação ao próprio do Pai Natal, corto-lhe a barba à "naifada" que é para não ser parvo... Ho Ho Ho Ho!
Músicas, cantigas, melodias e seus semelhantes: Merry Christmas